O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) solicitou à Meta informações sobre o perfil no Instagram da empresa responsável pelo salto de rope jump que terminou com a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, no interior paulista. A jovem, moradora de Jandira, morreu em junho, após ser lançada de uma ponte sem estar conectada à corda de segurança.
No ofício, a Justiça pede esclarecimentos sobre uma possível exclusão de publicações após a morte e sobre o motivo da desativação da conta. A Meta é responsável pelo Instagram e pelo Facebook.
Na semana passada, as autoridades tentaram acessar o perfil com o login e a senha fornecidos por Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como CEO da empresa. A tentativa foi interrompida pela autenticação em duas etapas, que exigia um código enviado a um celular até então desconhecido.
Justiça mantém audiência dos acusados
Os depoimentos dos instrutores Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves foram marcados para esta terça-feira (3), com a presença de Evelyne.
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A defesa da organizadora pediu o adiamento da audiência até que a Meta respondesse à solicitação, mas o juiz rejeitou o pedido. O TJSP também determinou que os acusados informem, durante os depoimentos, se sabem qual celular recebeu o código de confirmação.
Os três instrutores e Evelyne estão presos, e a Justiça decidiu manter as prisões.
Rope Jump: jovem de Jandira caiu de aproximadamente 40 metros
Maria Eduarda morreu após cair da Ponte do Esqueleto, de uma altura de aproximadamente 40 metros. Vídeos que circularam nas redes sociais mostram três instrutores levantando a jovem e lançando-a da estrutura.

Logo após a queda, outros participantes perceberam que ela estava sem a conexão com a corda. Um amigo que presenciou a cena ficou em choque e precisou ser hospitalizado.
Ministério Público aponta falhas de segurança
Os três instrutores foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, com as qualificadoras de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Evelyne também foi denunciada pelo homicídio. A acusação atribui a ela responsabilidade por omissão imprópria, por ter o dever de impedir o resultado, além de fraude processual.
Segundo o Ministério Público, os responsáveis conheciam os riscos da atividade, mas não conferiram a conexão da corda de segurança nem realizaram a dupla checagem dos equipamentos.
A denúncia afirma ainda que o grupo trabalhava sem uma divisão clara de funções e explorava comercialmente os saltos sem atender às exigências legais. Para a Promotoria, os interesses econômicos e a divulgação nas redes sociais foram priorizados em detrimento da segurança dos participantes.
Em relação a Evelyne, o MPSP sustenta que ela deveria ter interrompido a atividade diante das condições inadequadas, especialmente após tomar conhecimento de uma falha operacional semelhante anterior.
A acusação de fraude processual envolve a suposta orientação para retirar a câmera GoPro utilizada por Maria Eduarda e apagar seu conteúdo, com o objetivo de dificultar a investigação. O equipamento permanece desaparecido.
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