Justiça marca audiência sobre morte de jovem de Jandira em salto de rope jump

Justiça marcou para 2 de setembro a audiência sobre a morte de Maria Eduarda, moradora de Jandira, durante um salto de rope jump
Jovem é arremessada em salto sem corda em Limeira
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante um salto de rope jump no interior de São Paulo no dia 13 de junho (Reprodução)

A Justiça agendou para o dia 2 de setembro a primeira audiência de instrução do processo que apura a morte da estudante de Jandira, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado em 13 de junho, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

A audiência será realizada às 12h30, na 2ª Vara Criminal de Limeira, quando serão ouvidos os quatro réus, testemunhas e demais pessoas ligadas ao caso. Ao término da fase de instrução, caberá ao juiz decidir se os acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Os réus são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves, todos presos preventivamente. Eles atuavam diretamente na realização do salto ou na organização do evento.

Rope Jump: homicídio com dolo eventual

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os três instrutores respondem por homicídio com dolo eventual qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Já a organizadora do evento também responde por homicídio com dolo eventual, na modalidade de omissão imprópria, além de fraude processual.

Para o MP, os envolvidos tinham conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar procedimentos considerados essenciais para a segurança, como a conferência da conexão da corda e a dupla checagem dos equipamentos.

A denúncia sustenta ainda que a atividade era explorada comercialmente sem atender às exigências legais e que os responsáveis priorizavam interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

Justiça: defesa contesta acusação

A defesa de Luis Felipe Feliciano Egoroff e Maicon Fernandes Cintra afirmou que discorda da denúncia e sustenta que os acusados não tiveram intenção de matar nem assumiram o risco da morte da vítima.

Segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos, a defesa defenderá em juízo que a conduta foi culposa e sem a incidência das qualificadoras apontadas pelo Ministério Público.

Até a última atualização do caso, os advogados de Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves não haviam se manifestado.

Jovem morre em salto sem corda em Limeira
Moradora de Jandira, Maria Eduarda morreu após um salto sem corda na Ponte do Esqueleto em Limeira (Reprodução)

O que é o dolo eventual

No entendimento do Código Penal, há dolo eventual quando uma pessoa não deseja provocar a morte, mas tem conhecimento de que sua conduta pode resultar nesse desfecho e, mesmo assim, decide prosseguir assumindo esse risco.

O caso ganhou repercussão nacional após Maria Eduarda ser lançada da plataforma de salto sem estar conectada à corda de segurança, durante a prática de rope jump.

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