Sucessão na Alesp divide PL e gera reação a André do Prado

Sucessão na Alesp divide o PL. André do Prado articula aliados para a presidência e enfrenta resistência de deputados da base de Tarcísio
André do Prado
Presidente da Alesp, André do Prado, foi eleito senador por São Paulo em 2026 (Divulgação)

A articulação do senador eleito André do Prado (PL) para definir seu sucessor na presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) enfrenta resistência entre deputados da base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A informação é do colunista Vinicius Passarelli, do portal Metrópoles. Segundo a publicação, parlamentares questionam a interferência de André do Prado nas negociações, e auxiliares relatam que os movimentos também incomodam o governador.

André do Prado trabalha pelos nomes de Rodrigo Ashiuchi e Rogério Franco, ex-prefeito de Cotia, ambos eleitos para o primeiro mandato de deputado estadual na Assembleia. Os dois pertencem ao grupo político do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O senador eleito também busca indicar um aliado para a Segunda Secretaria da Mesa Diretora, de acordo com a publicação.

A principal resistência às duas candidaturas está no fato de serem estreantes. Dentro do PL, que terá 27 deputados na próxima legislatura, parlamentares defendem que a presidência fique com alguém que já tenha experiência na Casa.

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Posse dos deputados estaduais eleitos será no dia 1º de fevereiro de 2027 (Divulgação/Alesp)

PL busca acordo para a presidência da Alesp

Alex Madureira e Thiago Auricchio estão entre as alternativas discutidas na bancada. Segundo a reportagem, ambos aguardam o avanço das conversas antes de intensificar as articulações. Tenente Coimbra também se apresenta para a disputa.

Auricchio é apontado por interlocutores como um nome com trânsito entre as bancadas e que agradaria a Tarcísio. Atual líder do PL na Assembleia, Madureira enfrenta críticas de correligionários que consideram sua atuação individualista.

O partido deve reunir os deputados nos próximos dias para tentar fechar uma candidatura de consenso e apresentá-la ao governador. Aliados de Tarcísio afirmam que ele não pretende interferir na escolha.

A falta de acordo, porém, pode abrir espaço para os Republicanos. Caso seja chamado a intervir, o governador poderia apoiar Gilmaci Santos, atual líder do governo, ou Danilo Campetti, conforme a avaliação de interlocutores ouvidos pelo portal.

A hipótese é considerada remota, já que o Republicanos terá seis cadeiras na próxima legislatura.

* Com informações do portal Metrópoles

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