A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em Barueri na manhã desta quinta-feira (29). O gabinete do vereador Wilson Zuffa (Republicanos), presidente da Câmara Municipal, teria sido um dos alvos. Não foram divulgados detalhes sobre os mandados cumpridos em Barueri e quais foram os materiais recolhidos.
O Jornal Giro solicitou um posicionamento oficial à Câmara de Barueri e também tentou contato com o presidente do Legislativo, Wilson Zuffa. Por meio de nota, a Câmara informou que o Poder Legislativo foi alvo da operação, porém não confirmou em quais gabinetes os policiais passaram nem os materiais e objetos que foram apreendidos.
“A Câmara Municipal de Barueri recebeu nesta manhã a Polícia Civil de São Paulo, e como manda a lei, autorizou que os policiais e o delegado responsável pelas investigações cumprissem o mandado de busca nos seus exatos termos. A Câmara Municipal de Barueri reafirma seu compromisso com a verdade e a lisura dos procedimentos adotados por sua administração, sendo certo que demais informações poderão ser obtidas junto à Polícia Civil do Estado de São Paulo”, diz o texto encaminhado ao Jornal Giro.
Operação em Barueri
A ação na Câmara de Barueri ocorre duas semanas após a residência de Jannyze Dantas, assessora da presidência do Poder Legislativo de Barueri, ter sido alvo da investigação da Máfia do Caixão. Na ocasião, foram apreendidos na casa da funcionária de Wilson Zuffa uma quantia em dinheiro e relógios, que, segundo a polícia, seriam de luxo.
Leia também
Porém, não há confirmação de vínculo entre a ação desta quinta-feira e o inquérito conhecido como Máfia do Caixão, que apura suspeitas de corrupção envolvendo servidores da Prefeitura de Carapicuíba e empresários do setor funerário.
1ª operação: assessora de Wilson Zuffa investigada
Após a operação de 15 de outubro, que cumpriu oito mandados de busca em Barueri, Carapicuíba e Santana de Parnaíba, Jannyze foi ouvida e liberada. Após a repercussão, Zuffa afirmou ao Jornal Giro que não via motivos para afastá-la. Ele garantiu ainda que o dinheiro apreendido era de uma herança da funcionária e os relógios foram comprados em comércios da rua 25 de março.
“Até o momento, não tenho conhecimento de qualquer fato relacionado ao exercício de suas funções na Câmara que justifique seu afastamento ou exoneração”, declarou na ocasião. O presidente da Câmara também disse que eventuais providências seriam avaliadas caso surgissem fatos concretos.



O inquérito, conduzido pelo 1º Distrito Policial de Carapicuíba, investiga suspeitas de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Operação Luctus: apura uso de dados
Também nesta quinta-feira, a Corregedoria Geral da Polícia Civil e a Prefeitura de São Paulo deflagraram a segunda fase da Operação Luctus. A investigação apura um suposto esquema de venda de informações sigilosas sobre mortes recentes a empresas funerárias.
Segundo a apuração, os dados eram obtidos ilegalmente em hospitais particulares, no Instituto Médico Legal (IML) e no Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). Com essas informações, empresas procuravam familiares logo após os óbitos para oferecer serviços por preços superiores aos praticados no mercado.
Entre os investigados estão policiais civis, um servidor municipal e empresários do setor funerário. A operação prevê buscas em 21 endereços na capital, em Embu das Artes, Taboão da Serra, Cotia e Diadema.
A equipe de reportagem segue tentando contato com o presidente da Câmara de Barueri, Wilson Zuffa, para maiores esclarecimentos. O espaço permanece aberto.
*Matéria em atualização
–
Jornalismo regional de qualidade
Há mais de 18 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a eles, as cidades de Jundiaí e Taboão da Serra.
Siga o perfil do jornal no Instagram e acompanhe outros conteúdos.






