Governo de SP assina PPP de R$ 6 bilhões para novo centro administrativo

Contrato prevê nova sede em Campos Elíseos com o pagamento de R$ 69,2 mi por mês; local vai reunir gabinete do governador e outros órgãos
Governo de SP
Nova sede do governo de São Paulo será construída Campos Elíseos, no centro da capital (Reprodução)

O governo de São Paulo assinou nesta quinta-feira (22) o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) para construir o novo Centro Administrativo estadual, em Campos Elíseos, na região central da capital. O acordo prevê contraprestação mensal de R$ 69,2 milhões ao consórcio vencedor e foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (23).

O complexo deve abrigar o gabinete do governador, secretarias e outros órgãos estaduais atualmente distribuídos por quase 40 endereços da cidade. A proposta prevê a circulação de cerca de 22 mil servidores do governo de São Paulo na nova sede.

A assinatura antecede etapas necessárias à construção. Agora, deverão ser elaborados os planos da concessão e os projetos básico e executivo, além da obtenção de licenças. O material divulgado não informa a data de início das obras.

Consórcio venceu leilão com desconto de 9,62%

O Consórcio Novo Centro, formado por Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RKZ e Iron Property, venceu o leilão realizado em fevereiro, na B3.

A disputa tinha como limite uma contraprestação de R$ 76,6 milhões mensais. O grupo apresentou desconto de 9,62%, reduzindo o pagamento para R$ 69,2 milhões por mês.

Além da implantação, a concessionária ficará responsável pela operação e manutenção do complexo, incluindo limpeza, segurança e conservação.

Governo de São Paulo: investimento subiu para cerca de R$ 6 bilhões

A estimativa de investimentos é de aproximadamente R$ 6 bilhões ao longo de 30 anos. Desse montante, R$ 3,4 bilhões serão destinados pelo governo à etapa de obras, enquanto a concessionária deverá aportar R$ 2,7 bilhões no projeto.

Quando a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou a proposta, o custo estimado era de R$ 4 bilhões. Alterações no projeto arquitetônico, entre elas a ampliação das vagas de garagem, contribuíram para elevar a previsão de gastos.

O projeto é assinado pelo escritório Ópera Quatro Arquitetura, vencedor do concurso organizado pelo Departamento de São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

Desapropriações provocam críticas de moradores

O governo apresenta a transferência da estrutura administrativa como uma iniciativa para ampliar a circulação de pessoas e estimular a atividade econômica no centro. A implantação, porém, envolve desapropriações que motivaram críticas de moradores do entorno.

Além dos novos edifícios nas proximidades do Parque Princesa Isabel, a proposta prevê restaurar 17 imóveis tombados e ampliar em mais de 40% as áreas verdes do parque.

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