A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) ampliou a vacinação contra o sarampo para moradores da capital paulista, Guarulhos e São Bernardo do Campo com idade entre 6 meses e 59 anos. A orientação foi anunciada após a confirmação de 23 casos da doença no estado, e determina que a dose seja aplicada independentemente do histórico vacinal.
Segundo a pasta, a estratégia segue recomendação do Ministério da Saúde e tem como objetivo reduzir o risco de transmissão do vírus nos municípios onde há maior possibilidade de disseminação da doença. A vacinação é realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Nos demais 642 municípios paulistas, permanece a Campanha de Multivacinação voltada à atualização da caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos.
Alerta de Sarampo: medida é restrita a três municípios
A Secretaria informou que a vacinação indiscriminada foi adotada apenas em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo porque essas cidades concentram casos confirmados e apresentam maior risco epidemiológico para a circulação do vírus.
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Para pessoas que viajarão temporariamente a esses municípios, a orientação continua sendo verificar a situação vacinal e manter o esquema atualizado conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI). O deslocamento, por si só, não justifica a aplicação da dose adicional.
Quem deve receber a vacina contra o sarampo?
Todos os moradores das três cidades, entre 6 meses e 59 anos, devem procurar uma UBS para receber a vacina, mesmo que já tenham sido imunizados anteriormente.
A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes, pessoas com imunodeficiência grave e indivíduos com histórico de reação alérgica grave a componentes do imunizante. Já mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas normalmente.

Quem recebeu recentemente outra vacina com vírus atenuado, como febre amarela ou varicela, deverá respeitar o intervalo recomendado antes da aplicação da tríplice viral, conforme avaliação da equipe de saúde.
Maioria dos pacientes não estava imunizada
Dos 23 casos confirmados de sarampo em São Paulo, dois foram classificados como importados. Os demais estão relacionados à importação, embora a origem da infecção ainda esteja em investigação.
De acordo com a Secretaria da Saúde, 16 pacientes não possuíam vacinação contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto.
Estado reforça abastecimento de vacinas
Como parte da estratégia de enfrentamento, o Governo de São Paulo encaminhou 150 mil doses da vacina tríplice viral para a capital e outras 80 mil para São Bernardo do Campo.
A Secretaria informou que todos os municípios paulistas possuem estoque do imunizante e que a distribuição entre as unidades de saúde é de responsabilidade das administrações municipais.
A pasta também reforça que a vacina é segura, integra o Calendário Nacional de Vacinação e continua sendo a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença de alta transmissibilidade que pode provocar complicações graves, especialmente em pessoas não imunizadas.
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