A Região Oeste chega à eleição de domingo, 4 de outubro, com mais de 1 milhão de eleitoras e candidaturas femininas que buscam conquistar ou manter espaço na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara dos Deputados. Nos 12 municípios do levantamento, as mulheres representam 53,48% do eleitorado. Entre os 23 nomes analisados na disputa por uma cadeira de deputado estadual, porém, são oito candidatas, o equivalente a 34,8%.
Embora os recortes sejam distintos, os números ajudam a dimensionar a diferença entre o peso feminino nas urnas e sua presença entre as candidaturas relacionadas. A disputa envolve mulheres com experiência no Executivo municipal, mandatos parlamentares, atuação social e trajetórias nos setores empresarial e religioso.
Gilmara Gonçalves (PL), Bruna Furlan (Republicanos), Mirelle Trevisan (Podemos) e Tiemi Kaneko Smoskovisky (PL) estão entre esses nomes. Integram um cenário mais amplo, com outras candidatas, partidos e bases políticas distribuídas pela região.
Mais de 1 milhão de eleitoras
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Dos 1.927.244 eleitores dos 12 municípios, 1.030.693 são mulheres. Elas constituem a maioria em todas as cidades relacionadas. Barueri tem a maior participação proporcional feminina, com 55%, seguida por Osasco, com 54%. Em números absolutos, Osasco concentra 315.093 eleitoras, Barueri reúne 163.650 e Carapicuíba tem 153.984.
Esse contingente representa uma parcela central da disputa eleitoral, mas não forma um bloco de votos com preferência única. A maioria feminina no cadastro não permite antecipar apoio às candidatas: propostas, partidos, avaliação de mandatos e vínculos com lideranças locais também compõem a escolha.
Para as mulheres que concorrem, o desafio é transformar trajetória e presença pública em apoio eleitoral. Nesse processo, as alianças regionais e o espaço ocupado dentro dos partidos ajudam a compreender como cada candidatura chega à votação.

Experiência municipal e alianças
Em Carapicuíba, Gilmara Gonçalves concorre a deputada estadual pelo PL. Ex-vice-prefeita e ex-secretária na gestão de José Roberto, ela leva à campanha a experiência na administração municipal. Em entrevista ao Giro Talks, apresentou-se como a candidata apoiada pelo ex-prefeito Marcos Neves (PSD), que disputa uma vaga de deputado federal. A parceria insere sua candidatura no projeto eleitoral do grupo político ao qual está ligada.
Bruna Furlan busca a reeleição para deputada estadual pelo Republicanos, com base política em Barueri. Antes de chegar à Assembleia Legislativa, exerceu três mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados. Com a saúde entre suas principais áreas de atuação, disputa a continuidade do mandato apoiada na experiência parlamentar e nas relações políticas construídas na região.
Trabalho social e atuação empresarial
Na corrida pela Câmara dos Deputados, Mirelle Trevisan, do Podemos, tem sua trajetória ligada a Araçariguama, onde é primeira-dama. Sua apresentação de campanha destaca o trabalho no Fundo Social de Solidariedade e em iniciativas de atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade, mulheres, crianças e idosos. A candidatura busca levar essa experiência de atuação municipal à representação federal.
Também candidata a deputada federal, a empresária Tiemi Kaneko Smoskovisky (PL), tem vínculos com Alphaville. Ministra religiosa e palestrante, apresenta como bandeiras o empreendedorismo, o combate à violência contra mulheres e crianças e o apoio às famílias.
Tiemi apresenta o programa Café & Política e lidera o movimento Mulheres que Governam, voltado à preparação de mulheres para posições de liderança e espaços de decisão. Sua trajetória reúne atividade empresarial, comunicação e atuação religiosa, frentes que compõem seu perfil na disputa.
Outros nomes no cenário regional
As quatro candidaturas são parte da presença feminina na eleição. Na disputa pela Assembleia, além de Bruna Furlan e Gilmara Gonçalves, o levantamento inclui Liliane Almeida (Novo), de Santana de Parnaíba; Camila Godoi (União Brasil), de Itapevi; Vanessa Maia (PSDB), de Carapicuíba; Ely Santos (Republicanos), de Embu das Artes; Cida Aires (PSOL) e Juliana Machado (PSB), ambas de Cotia.
Para a Câmara dos Deputados, outro nome é Ângela Maluf (PSD), de Cotia, que se soma às candidaturas femininas com atuação na região.
A distribuição também apresenta diferenças entre os municípios. Carapicuíba e Cotia têm, cada uma, duas mulheres entre os nomes analisados para deputada estadual. Osasco, embora seja o maior colégio eleitoral do recorte, não apresenta candidatas entre os nomes considerados nesse levantamento para as duas casas legislativas.
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Há mais de 18 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a elas as cidades de Jundiaí e Taboão da Serra.
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