Usina de resíduos de Barueri será inaugurada em 2027

Usina em Barueri terá capacidade para receber 870 toneladas de resíduos por dia e gerar energia para atender mais de 75 mil residências
Usina de Resíduos Sólidos de Barueri será inaugurada em 2027
Além de Barueri, a usina receberá resíduos de Santana de Parnaíba e Carapicuíba (Divulgação/URE Barueri)

Será inaugurada ainda no primeiro semestre de 2027 a Unidade de Recuperação Energética (URE Barueri). Localizado na região da Aldeinha, nos arredores da Ponte Akira Hashimoto, o empreendimento será a primeira usina Waste-to-Energy da América Latina.

Com aproximadamente 37 mil m², a planta da URE Barueri foi projetada para enfrentar problemas como o esgotamento dos aterros sanitários, o transporte de resíduos por longas distâncias e a emissão de gases de efeito estufa (GEEs).

Financiada pelo grupo Orizon, a unidade representa um marco para a gestão de resíduos e para a recuperação energética no Brasil. “A tecnologia, amplamente utilizada internacionalmente, permite transformar a fração não reciclável dos resíduos sólidos urbanos em energia renovável”, destaca a URE Brasil.

Ao Jornal Giro S/A, a companhia explicou que as obras estão em fase final, com 87% de avanço na construção civil e instalação dos equipamentos e fabricação dos equipamentos da linha de incineração concluídos.

“As próximas etapas envolvem a montagem eletromecânica, acabamento civil e comissionamento, com previsão do início de testes em novembro deste ano”, explicou a empresa.

Quanto de energia a usina em Barueri poderá gerar

Unidade fica na região da Aldeinha, em Barueri (Divulgação/URE Barueri)

A implantação da usina URE de Barueri é considerada um marco para o setor de resíduos no Brasil e na América Latina. De acordo com a Associação Brasileira de Energia de Resíduos (Abren), o projeto inaugura um segmento ainda inexistente no país.

A URE Barueri poderá receber até 870 toneladas de resíduos por dia para a geração de energia. A unidade terá potência de 20 MW de energia renovável, volume suficiente para atender ao consumo de mais de 75 mil residências ou de um município com cerca de 250 mil habitantes.

Além de Barueri, receberá resíduos de Santana de Parnaíba e Carapicuíba. A usina deverá transformar os resíduos em cinzas inertes, reduzindo para cerca de 10% o volume destinado aos aterros.

Conforme o portal de notícias UOL, a iniciativa da implantação da usina partiu da Prefeitura de Barueri, que atualmente envia os resíduos sólidos urbanos para Santana de Parnaíba. A proposta é tornar o município mais autossuficiente na gestão dos resíduos.

A tecnologia da usina, utilizada desde a década de 1990 em países da Europa, Ásia e nos Estados Unidos, será conectada à rede elétrica por uma linha de transmissão de aproximadamente 300 metros.

Apesar do avanço, o projeto enfrenta desafios regulatórios e financeiros. Entre eles estão a falta de um marco específico para a comercialização da energia gerada por UREs e a complexidade dos contratos de longo prazo para garantir tanto a venda da eletricidade quanto o fornecimento contínuo de resíduos.

Primeira de muitas usinas

Projeto irá se expandir para outras regiões de São Paulo (Divulgação/URE Barueri)

Para a Abren, a URE de Barueri pode abrir espaço para novos empreendimentos do setor no país. A entidade estima que projetos em estudo tenham potencial para gerar cerca de 200 mil empregos diretos e movimentar até R$ 180 bilhões em investimentos.

Em São Paulo, estão previstas outras duas UREs até 2028, cada uma com capacidade para processar 1 mil toneladas de resíduos por dia e potência de 30 MW. Também existe a possibilidade de implantação de mais duas unidades até 2035. A meta é ampliar o aproveitamento energético dos resíduos e reduzir a dependência dos aterros sanitários.

*com informações do portal de notícias UOL

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