O aumento dos congestionamentos nas ruas, avenidas e rodovias da Região Oeste da Grande São Paulo tem impulsionado a busca por novas opções de locomoção. Nessa perspectiva, os serviços de táxi-aéreo estão sendo opções escolhidas por empresários e executivos para reduzir trajetos que, de carro, podem levar horas.
O serviço se tornou iIdeal para quem busca agilidade e quer evitar o trânsito intenso, no qual o o modelo permite deslocamentos entre centros urbanos e destinos de lazer com tempo de viagem drasticamente reduzido.
Dados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), divulgados no fim de 2024, apontavam que o Estado de São Paulo possuí uma frota de 1.155 helicópteros. A capital paulista concentra o maior número de aeronaves do país, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com mais de 410 helicópteros e cerca de 260 helipontos.
Diariamente, são registrados aproximadamente 2.200 pousos e decolagens na cidade de São Paulo, considerada a capital mundial dos helicópteros.
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Entre as cidades da Região Oeste da Grande São Paulo, há 58 helipontos cadastrados pela Anac, sendo 27 em Barueri, sete em Osasco, seis em Cajamar, quatro em São Roque, três em Cotia e Araçariguama.
À reportagem, Rafael Dylis e Osvaldo Ceza, equipe comercial da SPair Táxi-Aéreo explicaram que o trânsito de Osasco, Barueri, Alphaville, São Paulo e região impacta diretamente na procura do uso do helicóptero, principalmente nos horários de picos, seja nos dias da semana ou feriado.
“O aumento da população, grandes empresas e consequentemente o trânsito impulsiona a demanda de voos, além da distância para o aeroporto internacional”, afirma Dylis e Ceza.
Com base próximo a Alphaville, na estrada dos Alpes em Barueri, a SPair oferece serviços 24h por dia, serviços especializados focados na segurança, tecnologia e um atendimento personalizado para o cliente.
Entre as rotas mais procuradas para táxi-aéreo estão os grandes centros de negócios como Alphaville, Faria Lima, Paulista e os aeroportos como Congonhas na cidade de São Paulo, Catarina em São Roque, Guarulhos e Viracopos em Campinas.
Em feriados, os destinos no inverno são para cidades como Monte Verde, Campos do Jordão e proximidades, verão todo litoral paulista e carioca.
Como funciona o serviço de táxi-aéreo
Ao Giro, Rafael Dylis e Osvaldo Ceza explicaram como funciona o serviço de fretamento de helicópteros, modalidade que tem ganhado espaço como alternativa diante dos desafios da mobilidade urbana nas grandes metrópoles.
Em uma região onde congestionamentos fazem parte da rotina e trajetos curtos podem levar horas, o táxi-aéreo surge como uma opção para reduzir significativamente o tempo de deslocamento.
Segundo os especialistas, a procura pelo serviço de táxi-aéreo aumenta especialmente em períodos de feriados prolongados, grandes eventos e horários de pico, quando milhões de veículos ocupam as rodovias e vias da capital paulista. Nesses casos, trajetos que poderiam durar horas de carro podem ser realizados em poucos minutos de voo.
Os representantes da SPair Táxi Aéreo também detalharam como funciona a contratação do serviço, os custos envolvidos e a necessidade de agendamento prévio. O fretamento pode ser solicitado para diferentes tipos de deslocamentos, desde compromissos corporativos até viagens rápidas entre cidades da região metropolitana e interior paulista.






O táxi-áreo ajuda a reduzir o tempo de deslocamento (Divulgação/SPair Táxi-Aéreo)
“O valor do fretamento do táxi-aéreo é calculado com base no modelo de helicóptero escolhido e no custo da hora de voo da aeronave. Também entram na conta o tempo estimado do trajeto solicitado pelo cliente e eventuais traslados necessários.
Como exemplo, uma viagem de São Paulo até Ilhabela para cinco passageiros pode ser realizada em um helicóptero modelo Esquilo, com capacidade para cinco pessoas. Nesse caso, considerando o valor médio de R$ 10 mil por hora de voo, o trajeto de ida — estimado em cerca de 45 minutos — somado ao retorno da aeronave, totaliza aproximadamente 1h30 de operação, resultando em um custo em torno de R$ 15 mil, além de possíveis taxas de pouso cobradas pelos locais de destino”, afirmam os gestores.
Rafael Dylis e Osvaldo Ceza ressaltam ainda que a maior parte das solicitações, para o serviço de táxi-aéreo atualmente é feita de forma digital: cerca de 90% dos atendimentos acontecem via WhatsApp, enquanto aproximadamente 10% chegam por e-mail. As ligações para telefone fixo se tornaram cada vez mais raras.
Clientes e tendências de mercado
Os profissionais explicaram que a procura do serviço de táxi-aéreo, no dia-a-dia, é mais corporativo. Mas acaba se tornando equilibrado, com o uso de pessoas físicas, quando há feriados ou grandes eventos como Formula 1, festivais, shows, entre outros.
Já o perfil de clientes do táxi-aéreo, Dylis e Ceza ressaltam que grandes empresas e famílias tradicionalmente ricas são as que mais procuram os serviços, pois usam helicóptero constantemente. “Há sempre novos utilizadores mas o que sustenta o mercado é basicamente clientes frequentes”, afirmam.
Os especialistas explicam que houve uma drástica queda procura pelo serviço de táxi-Aéreo, em virtude da pandemia do Covid-19. No entanto, houve um retorno nos últimos anos mas a chamada “Era de Ouro” do serviço ocorreu entre 2010 e 2014.
Após isso houve queda, crescimento, queda novamente na pandemia e atual crescimento. Para os próximos anos, os profissionais acreditam na expansão do setor do táxi-aéreo e a expansão da demanda que tinham anteriormente.
“Mas também somos muito influenciados por políticas externas, disponibilidade de insumos, peças e cambio, então é algo que pode brecar ou até diminuir as atividades devido disparo de valores”, destacam Rafael Dylis e Osvaldo Ceza.
Para o futuro da mobilidade aérea urbana, ambos acreditam no desenvolvimento das aeronaves elétricas, os EVTOL, num primeiro momento tripulado, algo que que seja mais seguro para pilotos e passageiros.
“Esperamos que com isso as estruturas disponíveis de embarque e desembarque cresçam, pois muito do nosso desenvolvimento é até onde podemos chegar. Para isso precisa se desenvolver para que nosso mercado desenvolva junto, independente no tipo de propulsão que as aeronaves tiverem”, concluem.
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