A prática começou com milhas aéreas e se estendeu a todos tipos de produtos e serviços. A fidelização, por compras e acúmulo de pontos de cartões, já está consolidada no Brasil, mas há espaço para crescer.
Para o professor de Economia do Ibmec/SP, Walter Franco Lopes, a fidelização será cada vez mais difícil e competitiva. “Exigirá premiações e serviços (produtos) a agregados que sejam também um diferencial ao consumidor. O serviço de pontos ganha status de produto.”
Algumas das maiores empresas do segmento no país têm sede em Alphaville e os negócios estão em franca expansão.
A Smiles registrou lucro líquido de R$ 760,6 milhões em 2017 e possui 13,8 milhões de clientes. Há duas semanas, lançou parceria com a Uber, na qual o cliente acumula milhas ao pagar a viagem com cartão de crédito no site da empresa.
Para a Smiles é importante o planejamento e a educação financeira. Um cliente, por exemplo, pode reservar passagem para o Carnaval do ano que vem em Salvador e ter até 60 dias antes do voo para pagar com milhas.
A Livelo, também sediada em Alphaville, encerrou 2017 com receita operacional de R$ 974,3 milhões. Para 2018, tem meta de ampliar a atuação com novas frentes, como soluções corporativas para o mercado B2B. Em 2017, a Livelo alcançou 2,5 milhões de resgates e mais de 16,2 milhões de clientes.
Outra de Alphaville, a Multiplus faturou R$ 2,45 bilhões em 2017 e criou incentivo a startups. Por meio de um programa, a empresa inclui empreendedores à sua rede e à sua base de 19,4 milhões de clientes, que podem acumular pontos com serviços de personal trainer, compra de vinhos e até venda de produtos usados.






