TSE libera candidatura de Pablo Marçal, mas ele segue inelegível até 2032

Pablo Marçal teve a candidatura à Presidência homologada pelo TSE, mas segue inelegível até 2032 enquanto recurso aguarda decisão definitiva
Pablo Marçal
Pablo Marçal poderá fazer campanha, mas segue aguardando decisão definitiva do TSE sobre processo de inelegibilidade (Reprodução/Instagram)

O empresário de Alphaville, Pablo Marçal (PRTB), está oficialmente na disputa pela Presidência da República em 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou nesta sexta-feira (4) o registro da candidatura do empresário pelo PRTB, mas a decisão não encerra o problema que pode tirá-lo da eleição.

Pablo Marçal continua inelegível até 2032 por uma condenação da Justiça Eleitoral de São Paulo. O caso ainda pode chegar a uma definição no próprio TSE, o que mantém sua candidatura sob questionamento judicial, ou seja, ele disputa com o nome sub judice.

A situação cria um cenário incomum na corrida presidencial: o registro foi homologado, mas a condição de elegibilidade do candidato continua sendo contestada na Justiça.

A condenação teve origem na campanha de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo, em 2024. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) entendeu que a estratégia conhecida como “concurso de cortes”, utilizada para ampliar a divulgação de conteúdos do então candidato nas redes sociais, configurou uso indevido dos meios de comunicação.

Em dezembro de 2025, o TRE-SP manteve a condenação por oito anos de inelegibilidade e estabeleceu multa de R$ 420 mil. A decisão foi tomada por 4 votos a 3. Em agosto deste ano, os desembargadores rejeitaram os embargos apresentados pela defesa.

Mesmo diante da condenação, o processo ainda não teve um desfecho definitivo no TSE. É justamente esse recurso que poderá definir se Marçal continuará ou não habilitado para disputar a Presidência.

Pablo Marçal: registro não encerra batalha judicial

A homologação desta sexta-feira não significa que a Justiça Eleitoral tenha derrubado a inelegibilidade de Marçal. O registro permite que ele siga no processo eleitoral enquanto a questão jurídica não for definitivamente solucionada. Caso uma decisão posterior confirme a inelegibilidade, o cenário da candidatura poderá mudar.

A filiação de Marçal ao PRTB também passou por uma disputa judicial. Em agosto, uma liminar determinou a regularização provisória do vínculo partidário, com efeito retroativo a 4 de abril, data-limite estabelecida pela legislação eleitoral.

Com o registro homologado, Pablo Marçal poderá fazer campanha e aparecer na urna enquanto não houver decisão que impeça sua participação. A questão central agora é saber se ele chegará ao dia da votação com a candidatura definitivamente garantida. Caso isso não ocorra, até o dia da votação, os votos em Pablo Marçal podem ser considerados nulos.

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