O empresário de Cotia, Emerson Rocha (Podemos), renunciou à candidatura a deputado estadual por São Paulo. A decisão foi formalizada em carta assinada no domingo (24), quatro dias após a prisão preventiva do candidato durante a Operação Cátaros, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Na carta, Emerson Rocha afirma que tomou a decisão de deixar a disputa de forma “livre e consciente”. O documento não apresenta uma justificativa para a renúncia. Emerson também declara estar ciente de que, após a homologação do pedido, não poderá voltar a concorrer ao mesmo cargo nesta eleição.
A assinatura foi reconhecida em cartório na terça-feira (25). A renúncia, porém, ainda precisa ser homologada pela Justiça Eleitoral para produzir efeitos.
Emerson Rocha concorria a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) pelo Podemos, com o número 20444. O pedido de registro foi deferido pela Justiça.
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Emerson Rocha: prisão na Operação Cátaros
Emerson Rocha foi preso preventivamente na quinta-feira (20), durante uma ação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), com apoio das polícias Civil e Militar.

De acordo com as investigações, o empresário, também conhecido pelo apelido de “Felipinho”, seria um dos responsáveis por um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa. As suspeitas ainda são investigadas pelas autoridades.
A Operação Cátaros cumpriu mandados em 21 endereços. Três vereadores de Cotia, na Grande São Paulo, também foram alvo de buscas durante a ação.
Renúncia não encerra obrigação eleitoral
Mesmo com a desistência da candidatura, Emerson Rocha continua obrigado a prestar contas à Justiça Eleitoral em relação ao período em que permaneceu na disputa. Isso acontece, pois o pedido de registro foi deferido pela Justiça.

A exigência permanece mesmo que o candidato não tenha realizado campanha ou movimentado recursos durante o período eleitoral. A prestação de contas deve seguir as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
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