Osasco cria Sala de Transição Escolar para ampliar inclusão nas escolas

A iniciativa funciona nas zonas sul e norte da cidade e busca favorecer o retorno gradual dos estudantes à sala de aula regular; saiba mais
Osasco cria Sala de Transição Escolar para ampliar inclusão nas escolas
A iniciativa foi criada a partir da necessidade de oferecer um atendimento ainda mais individualizado a estudantes (Caio Henrique/Secom Osasco)

A Prefeitura de Osasco implantou uma Sala de Transição Escolar na EMEF General Antônio de Sampaio, em Quitaúna, na zona sul da cidade. O espaço foi apresentado na última quarta-feira (19) e integra um projeto piloto desenvolvido pela rede municipal de ensino.

Segundo a Prefeitura, a iniciativa foi criada a partir da necessidade de oferecer um atendimento ainda mais individualizado a estudantes que demandam maior nível de suporte durante a rotina escolar.

“A proposta é disponibilizar um ambiente estruturado para momentos em que o aluno necessite de reorganização emocional e sensorial, acompanhamento específico ou atividades adaptadas, favorecendo posteriormente seu retorno gradual à sala de aula regular”, explica a administração.

Sala de Transição Escolar em Osasco: duas escolas recebem o projeto

A metodologia foi elaborada a partir de estudos e referências de práticas da Educação Especial (Reprodução/Google Street View)

O projeto piloto ocorre simultaneamente nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) General Antônio de Sampaio e Luiz Bortolosso, nas zonas sul e norte de Osasco.

Antes da implantação, a Secretaria de Educação realizou avaliações dos estudantes, definiu critérios para o funcionamento das salas, selecionou os profissionais e estruturou um processo de acompanhamento e monitoramento dos resultados.

A metodologia foi elaborada a partir de estudos e referências de práticas da Educação Especial adotadas em outros países, além da análise das necessidades identificadas na própria rede municipal.

Também foi constituído um grupo de trabalho formado por gestores e supervisores para discutir estratégias e avaliar as unidades que poderiam receber o projeto. Segundo Gisleine Vianni, gerente de Educação Especializada, o projeto surgiu a partir da necessidade de oferecer um suporte mais específico a alguns estudantes.

“São crianças que demandam mais atenção e trabalhos específicos, de forma mais individualizada. A Sala de Transição foi pensada justamente para oferecer esse suporte e, ao mesmo tempo, ampliar gradualmente a participação delas na sala regular”, disse.

Primeiros meses de funcionamento

Sala de Transição faz parte do projeto de educação inclusiva de Osasco (Divulgação/Secom Osasco)

Já nos primeiros meses de funcionamento do espaço, a equipe responsável pelo projeto observou casos de estudantes que passaram a permanecer por períodos maiores na sala de aula regular do que na própria Sala de Transição, um dos principais objetivos da iniciativa.

Ao destacar a importância da iniciativa para o avanço da educação inclusiva no município, o prefeito ressaltou o caráter inovador do projeto.

“Hoje damos um passo muito importante na inclusão. Esse equipamento representa um projeto inovador, pensado para oferecer mais suporte aos estudantes e fortalecer o trabalho realizado nas escolas. Osasco é a primeira cidade da região a implantar esse tipo de solução”, afirmou o prefeito.

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