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Osasco e região recebem 8 escolas cívico-militares a partir deste ano

O diferencial nesse modelo de escola será o apoio de policiais militares da reserva, que atuarão como monitores; saiba mais detalhes da medida
As ECM seguirão o Currículo Paulista, avaliações e projetos definidos pela Secretaria da Educação (Flávio Florido/EducaçãoSP)

Começou nesta segunda-feira (2), o ano letivo na rede estadual de ensino de São Paulo. A medida também inclui as em 100 escolas estaduais cívico-militares, distribuídas por 89 municípios. A Região Oeste da Grande São Paulo conta com oito unidades, distribuídas em seis cidades.

As escolas estão distribuídas na capital e localidades da região metropolitana, litoral e interior. Todos os colégios foram selecionados após consulta pública com as comunidades.

De acordo com o Governo do Estado de São, tiveram direito a voto, mãe, pai ou responsável pelos alunos menores de 16 anos de idade; estudantes a partir de 16 anos de idade, ou familiares, em caso de abstenção de alunos dessa faixa etária; e professores e outros profissionais da equipe escolar.

Além da manutenção da carga horária (parcial ou integral), o modelo de escola cívico militar seguirão o Currículo Paulista, avaliações e projetos definidos pela Secretaria da Educação. O diferencial nesse modelo será o apoio de policiais militares da reserva, que atuarão como monitores na segurança, disciplina, acolhimento e na promoção de valores cívicos.

“Foram selecionados para as funções de monitores candidatos aprovados por uma banca avaliadora após análise de títulos e documentos comprobatórios da aptidão para o desempenho das tarefas nas escolas”, explica a gestão executiva estadual.

Os militares envolvidos na ação serão periodicamente avaliados por diretores e alunos das unidades. Junto à isso, os profissionais também serão submetidos ao processo semestral de avaliação de desempenho para verificar adaptação e permanência no modelo.

Além disso, os monitores devem, obrigatoriamente, participar de curso de capacitação, com carga horária mínima de 40 horas, ministrado pela Seduc-SP em parceria com a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSO).

Os workshops serão focados em temas relacionados ao regimento interno, à psicologia escolar, ao ambiente escolar e desafios contemporâneos, à cultura de paz e segurança escolar.

 “Optamos por distribuir as unidades em todas as regiões do Estado e em municípios com índice de desenvolvimento humano (IDH) abaixo das médias estaduais e nacionais”, explica o secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder.

Regimento interno

Para garantir um ambiente de respeito mútuo e de cuidado com os direitos e os deveres dos integrantes das escolas cívicas militares, foi elaborado um regimento interno específico para as 100 unidades do modelo. Todas as decisões da gestão escolar permanecem sob responsabilidade do diretor da unidade escolar nomeado pela Secretaria.

De acordo com o guia, o respeito e a disciplina previstos nas unidades cívico-militares não significam o cerceamento da liberdade de se expressar ou de expor opiniões e ideias. Mas o uso dessa liberdade com responsabilidade e de acordo com o bem comum.

As orientações, por sua vez, devem ser encaradas como um instrumento a serviço da formação integral do aluno, não sendo desejáveis o rigor excessivo ou leniência na aplicação.

“Queremos que os alunos se envolvam com a escola e aprendam  os benefícios de adotar um comportamento ético e respeitoso, essencial para um ambiente escolar saudável. O objetivo é que o estudante seja respeitoso e disciplinado a partir de valores como responsabilidade e respeito ao outro”, reforça Feder.

Escolas cívicas militares na Região Oeste: confira quais cidades receberam

Unidades foram selecionadas após consulta pública com as comunidade (Divulgação/Governo do Estado de SP0

De acordo com a Secretaria da Educação, na primeira votação, em março de 2025, 70 unidades optaram a favor da adesão. Já na segunda rodada, em abril do ano passado, 35 escolas se juntaram à lista inicial. Na terceira, e última, mais 27 votaram pela escolha do modelo.

Ao fim, 132 comunidades aprovaram a implantação, quatro reprovaram e 166 não atingiram quórum mínimo nas três rodadas da consulta pública.

Nas cidades da Região Oeste da Grande São Paulo, Osasco, Barueri, Carapicuíba, Vargem Grande Paulista, Jandira e Jundiaí receberam o modelo.

Veja abaixo a lista

Osasco

Professor Gastão Ramos
Rosa Bonfiglioli

Barueri

Professor Lênio Viera de Moraes

Carapicuíba

Basílio Bosniac
Deputado Salomão Jorge

Vargem Grande Paulista

Valência Soares Rodrigues

Jandira

Dorvalino Abílio Teixeira

Jundiaí

Professor João Batista Curado

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