O nível do Sistema Cantareira chegou a 52,8% do volume útil nesta sexta-feira (6), ampliando a recuperação das últimas semanas. Desde 14 de outubro, quando operava com 44,3%, o manancial ganhou 8,5 pontos percentuais, segundo a comparação entre os boletins da Sabesp acompanhados pelo Jornal Giro nas últimas semanas.
O avanço ocorre após um mês de outubro com chuvas acima da média. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o mês de novembro também tem previsão de precipitações superiores à referência histórica em áreas de São Paulo, mas a continuidade da recuperação dependerá de onde e da frequência das chuvas.
Na comparação com a sexta-feira da semana passada, dia 30 de outubro, quando o Cantareira estava em 50,7%, o aumento foi de 2,1 pontos percentuais. Apesar da evolução, o sistema permanece com o menor percentual de armazenamento entre os sete mananciais monitorados pela Sabesp.
Cantareira: nível do reservatório evoluiu
A mudança de trajetória começou em setembro. Após cinco meses de queda, o sistema encerrou aquele mês com 41,1% do volume útil e deixou a faixa de alerta, passando à de atenção. O ganho no estoque foi de 78,3 bilhões de litros durante setembro.
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Em outubro, a recuperação prosseguiu. Conforme mostrou o Jornal Giro em 28 de outubro, o nível chegou a 49,8%, aproximando-se da metade da capacidade. Dois dias depois, atingiu 50,7%. Já em 2 de novembro, o armazenamento alcançou 52%.
| Data | Volume útil |
|---|---|
| Fechamento de setembro | 41,1% |
| 14 de outubro | 44,3% |
| 28 de outubro | 49,8% |
| 30 de outubro | 50,7% |
| 2 de novembro | 52,0% |
| 6 de novembro | 52,8% |
Fonte: boletins da Sabesp acompanhados pelo Jornal Giro
Cantareira: chuvas de outubro ajudaram a recompor as reservas
Até 30 de outubro, o Cantareira havia acumulado 210,4 milímetros de chuva, volume 61,7% superior à média histórica de 130,1 milímetros para o mês inteiro. Na mesma data, a entrada natural média de água pelos rios e cursos d’água estava próxima do dobro da referência histórica de outubro.

Neste início de novembro, essa entrada permanece acima do esperado: a vazão natural média está em 50,47 metros cúbicos por segundo, ante uma referência de 33,10 m³/s para o mês — diferença de aproximadamente 52,5%.
A chuva acumulada no Cantareira soma 19 milímetros até esta sexta-feira. A média histórica de novembro completo é de 149,6 milímetros. O período ainda é curto para avaliar o desempenho das precipitações no mês.
Alta do Cantareira supera a dos demais sistemas
Entre 30 de outubro e 6 de novembro, o Cantareira teve o maior avanço em pontos percentuais entre os sete mananciais. Alto Tietê também ganhou volume, passando de 59,9% para 60,6%. Os outros cinco sistemas registraram redução.
O conjunto dos reservatórios, representado pelo Sistema Integrado Metropolitano, passou de 61,7% para 62%. Nesta sexta-feira, Cotia apresenta o maior nível, com 102,5%, seguido por Rio Grande (94,9%), Guarapiranga (88,1%), São Lourenço (73,8%) e Rio Claro (59,8%).
Novembro será chuvoso no Cantareira?
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva acima da média em áreas de São Paulo durante novembro, com acumulados mais expressivos principalmente entre Assis e Itapetininga, no interior.
O prognóstico, porém, aponta distribuição irregular das precipitações no Sudeste. Assim, a previsão para o estado não permite afirmar que toda a região do Cantareira receberá chuva acima da média.
Na previsão para o período de 3 a 10 de novembro, o instituto indica acumulados entre 20 e 60 milímetros em áreas do Sudeste, incluindo o centro-leste paulista, com pontos isolados acima de 70 milímetros. Os valores abrangem toda a semana prevista, inclusive os dias já transcorridos.
Como o Giro explicou na reportagem sobre as chuvas de novembro, a localização das precipitações será decisiva: para sustentar a recuperação, elas precisam alcançar as bacias que alimentam os reservatórios. O armazenamento também depende das retiradas para abastecimento, das liberações de água e das transferências entre sistemas.
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