O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, um dos nomes mais importantes do governo do presidente Michel Temer, disse no início dessa semana que criou um fundo em 2002 em paraíso fiscal das Bermudas para gerir parte de sua herança e que a aplicação de recursos foi declarada à Receita Federal e ao Banco Central.
As informações foram divulgadas pelo site “Poder360”, um dos quase 100 veículos de imprensa que analisaram milhões de documentos deste caso, batizado como Paradise Papers, sob a coordenação do Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ).
Meirelles e o ministro de Agricultura, Blairo Maggi, estão entre as dezenas de políticos mundiais ligados a empresas em paraísos fiscais. Maggi é apontado como beneficiário final de uma empresa aberta nas Ilhas Cayman em 2010, com participação de uma de suas empresas e a holandesa Louis Dreyus, de acordo com a investigação.






