As taxas de juros muito elevadas e os prazos curtos das propostas de empréstimos feitas por instituições financeiras no País são os dois principais problemas que barram a tomada de crédito pelas empresas do setor industrial no País. Os dados constam da Sondagem Especial 74 – Crédito de Curto e Longo Prazos, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na segunda-feira (14).
Ao todo, as taxas de juros muito elevadas são a principal dificuldade enfrentada por 80% das empresas que buscaram crédito de curto prazo e por 73% das que procuraram crédito de longo prazo no primeiro trimestre de 2019.
Considerando apenas as empresas que buscaram crédito de curto prazo, a segunda principal dificuldade enfrentada foram os prazos reduzidos para o pagamento da dívida, com 36% das respostas. Em terceiro lugar, figurou a exigência de garantias reais (34%), quando o devedor oferece o seu patrimônio para assegurar a quitação da dívida.
No caso das empresas que buscaram crédito de longo prazo, as exigências de garantias reais e o processo lento e burocrático para se conseguir o financiamento empataram como a segunda principal dificuldade. Esses dois fatores foram assinalados por 46% das empresas.
O economista da CNI Marcelo Azevedo explica que, mesmo com a taxa básica de juros (Selic) no menor patamar histórico, os empresários ainda se deparam com juros elevados quando buscam crédito no mercado.
Para Azevedo, as dificuldades enfrentadas para se obter recursos, no caso do crédito de curto prazo, prejudicam o cumprimento de obrigações imediatas das empresas, uma vez que esse crédito é usado, geralmente, para atender a demandas de capital de giro, como pagamento a fornecedores, despesas com funcionários e compra de insumos para a produção.






