Mulheres perdem espaço nas eleições da região em 2026

Participação feminina caiu de 32% em 2022 para 23,1% em 2026, segundo levantamento com 52 candidaturas a deputado federal e estadual
Candidatas mulheres: Ely Santos, Bruna Furlan e Ângela Maluf
Ely Santos, Bruna Furlan e Ângela Maluf estão entre as candidatas a deputada (Divulgação)

As mulheres perderam participação na disputa por vagas de deputada federal e estadual nas eleições de 2026, na Região Oeste da Grande São Paulo. Levantamento do Jornal Giro, no portal DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, mostra que a presença feminina em 2026 caiu em relação ao pleito de 2022.

Em 2022, eram 16 mulheres entre 50 candidaturas, o equivalente a 32% do total. Para 2026, o levantamento aponta 12 mulheres entre os 52 nomes registrados, ou seja, 23,07%. Na comparação, o número total de nomes aumentou em duas candidaturas, enquanto o número de mulheres caiu quatro. A redução representa uma queda de 8,9 pontos percentuais na participação feminina.

O cenário de 2026 mantém uma tendência que já havia sido identificada pelo Giro na eleição anterior. Em 2018, eram 17 candidatas na região. Em 2022, o número caiu para 16. Naquele ano, a reportagem apontou uma redução de 5,8% em relação ao pleito anterior.

Disputa para deputado federal tem maior diferença

A desigualdade aparece de forma mais acentuada na disputa pela Câmara dos Deputados. Entre os 29 candidatos a deputado federal considerados no levantamento de 2026, apenas quatro são mulheres. Elas representam 13,8% do total, enquanto os homens correspondem a 86,2%.

São elas: Renata Abreu (Podemos – São Paulo); Ângela Maluf (PSD – Cotia); Carla Müller (Solidariedade – Santana de Parnaíba) e Mirelle Trevisan (Podemos – Araçariguama).

O quadro chama atenção também pela diferença em relação ao levantamento realizado em 2022. Naquele ano, Osasco, por exemplo, concentrava cinco candidaturas femininas entre as disputas federal e estadual, segundo o levantamento publicado pelo Giro. Entre elas estavam Renata Abreu, Tandara Caixeta, Carol Cerqueira, Mônica Veloso e Ana Paula Rossi.

Disputa pela Alesp tem presença maior de mulheres

A participação feminina é maior na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo, mas ainda está abaixo da metade das candidaturas. Dos 23 nomes analisados para deputado estadual, oito são mulheres, o equivalente a 34,8%.

A lista é formada por: Bruna Furlan (Republicanos – Barueri); Liliane Almeida (Novo – Santana de Parnaíba); Camila Godoi (União Brasil – Itapevi); Vanessa Maia (PSDB – Carapicuíba); Ely Santos (Republicanos – Embu das Artes); Gilmara Gonçalves (PL – Carapicuíba); Cida Aires (PSOL – Cotia) e Juliana Machado (PSB – Cotia)

Em 2022, a presença feminina também estava distribuída entre diferentes municípios. Osasco tinha o maior número de candidaturas femininas no levantamento daquele ano, seguido por Barueri, que reunia seis nomes entre as disputas para deputado federal e estadual. Santana de Parnaíba tinha duas candidatas, enquanto Carapicuíba e Itapevi tinham uma cada.

Osasco não tem candidatas; Carapicuíba lidera presença feminina

A presença feminina nas eleições de 2026 apresenta cenários diferentes entre os principais municípios da região. Osasco não tem candidatas entre os nomes analisados para deputado federal e estadual, enquanto Carapicuíba registra o maior número de mulheres na disputa neste levantamento.

Em Carapicuíba, são duas candidatas a deputada estadual: Vanessa Maia (PSDB) e Gilmara Gonçalves (PL). As duas aparecem na relação de oito mulheres que disputam vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Já Osasco, apesar de ser um dos maiores colégios eleitorais da região, não apresenta candidatas entre os nomes considerados no levantamento para as duas casas legislativas.

O contraste também chama atenção quando comparado ao cenário de 2022. Naquele pleito, Osasco tinha cinco candidaturas femininas entre as disputas para deputado federal e estadual analisadas pelo Jornal Giro. Em 2026, o município não aparece com nenhuma mulher na relação.

A diferença entre os dois municípios mostra como a distribuição das candidaturas femininas mudou de uma eleição para outra. Enquanto Osasco deixou de ter representantes femininas na lista analisada, Carapicuíba aparece neste ano com duas candidatas à Alesp.

O que mudou de 2022 para 2026

Indicador20222026
Total de candidaturas analisadas5052
Mulheres1612
Homens3440
Participação feminina32%23,1%
Variação no número de mulheres-4 candidatas
Variação percentual-8,9 pontos percentuais

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