Embora o calendário eleitoral de 2026 ainda esteja distante, os bastidores da política na Região Oeste da Grande São Paulo já estão em plena movimentação. Ex-prefeitos, vice-prefeitos e lideranças partidárias começaram a desenhar seus próximos passos de olho nas disputas por vagas na Câmara dos Deputados, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e até no Senado.
Em Carapicuíba, o ex-prefeito Marcos Neves desponta como um dos principais nomes da região para a Câmara Federal. Após meses de articulação, ele deixou o PSDB e se filiou ao PSD, partido comandado nacionalmente por Gilberto Kassab. Com dois mandatos à frente da Prefeitura, Marcos manteve protagonismo político mesmo fora do Executivo e teve participação direta na eleição de José Roberto, atual prefeito da cidade, que venceu o pleito de 2024 com mais de 80% dos votos válidos.
Em Itapevi, o ex-prefeito Igor Soares também já se posiciona para a disputa de 2026. Após deixar o Podemos, ele oficializou sua ida para o PSD e passa a integrar o mesmo grupo político que reúne outras lideranças da região. Igor governou a cidade por dois mandatos e encerrou sua passagem pela Prefeitura com forte influência política local, cenário que contribuiu para a eleição de seu sucessor, o atual prefeito Teco.
Em Cajamar, o ex-prefeito Danilo Joan também já definiu seu novo caminho partidário. Ele deixou o PSD e se filiou ao PP, legenda pela qual deve disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. A movimentação conta com o apoio do atual prefeito Kauan Berto e ainda pode ganhar mais força com uma possível dobrada com o deputado federal Ribamar Silva, articulação que vem sendo discutida nos bastidores.
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Em Osasco, maior colégio eleitoral da região, o ex-prefeito Rogério Lins (Podemos) é apontado como nome certo na disputa por uma vaga de deputado estadual. Dentro de seu grupo político, Lins conseguiu se consolidar como o principal nome para a Alesp, enquanto a estratégia local foi ampliar o número de candidaturas para deputado federal, buscando fortalecer o grupo com maior volume de votos proporcionais.
Rubens Furlan entra na chapa ao Senado
Em Barueri, o ex-prefeito Rubens Furlan (PSDB) deve disputar as eleições de 2026 como suplente ao Senado na chapa encabeçada pelo ex-ministro Márcio França. O anúncio foi feito no início do mês e passou a redesenhar o cenário político da cidade e também da região.
Nos bastidores, havia forte expectativa de que Furlan pudesse disputar uma vaga de deputado estadual, ocupando o espaço político hoje representado pela filha, Bruna Furlan. A possibilidade ganhou força nos últimos meses, principalmente diante das movimentações partidárias e da reorganização do grupo político ligado ao ex-prefeito.
Com a confirmação de que Furlan deve compor a chapa ao Senado como suplente, esse cenário muda completamente. A decisão reforça sua permanência como uma das principais lideranças políticas da Região Oeste e amplia sua influência em uma disputa de maior alcance estadual.
A composição com Márcio França também chama atenção pelo peso político envolvido. França já ocupou cargos como governador de São Paulo, ministro e senador, e busca fortalecer sua chapa com nomes de forte densidade eleitoral no interior e na Grande São Paulo. Furlan, que comandou Barueri por diversos mandatos e mantém forte capital político na cidade, surge como peça estratégica nesse projeto.
Com isso, Bruna Furlan, atualmente deputada estadual, consolida seu caminho para disputar a reeleição à Assembleia Legislativa. Ela deixou recentemente o PSDB e se filiou ao Republicanos, movimento que já sinalizava a preparação para a campanha de 2026.
A definição também evita uma sobreposição de candidaturas dentro do mesmo grupo político e permite que pai e filha atuem em frentes diferentes, ampliando o alcance eleitoral da família Furlan no próximo pleito.
Lau Alencar mira vaga de deputado federal
Outro nome que entra no radar da disputa é o do vice-prefeito de Osasco, Lau Alencar (PSD), que deve concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.
A movimentação ganhou ainda mais força após a saída do deputado federal Ribamar Silva do PSD e sua filiação ao Podemos. Com a mudança partidária, o PSD perdeu em Osasco sua principal representatividade na Câmara Federal, abrindo espaço para uma nova liderança no município.
Nos bastidores, a avaliação é de que Lau tenta ocupar esse espaço político dentro da legenda e se consolidar como o principal nome do partido na disputa federal de 2026. Caso seja eleito, ele passaria a representar o grupo político de Osasco em Brasília.
A previsão é de que ele se afaste temporariamente das funções após a convenção partidária, para se dedicar integralmente à campanha eleitoral.
Como o cargo de vice-prefeito não exige desincompatibilização para a disputa, Lau poderá retornar normalmente à função após o pleito, caso não seja eleito.
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