O Sistema Cantareira saiu da faixa de alerta e passou a operar na faixa de atenção nesta quinta-feira (1º), após encerrar setembro com 41,1% do volume útil. Principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, o sistema ganhou 78,3 bilhões de litros de água no mês e interrompeu uma sequência de cinco meses de queda.
A mudança permite à Sabesp ampliar a retirada de água para abastecimento. Na faixa de alerta, o limite era de 27 metros cúbicos por segundo (m³/s). Agora, na faixa de atenção, a companhia está autorizada a captar até 31 m³/s, conforme as regras da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da SP Águas.
A nova classificação corresponde ao armazenamento entre 40% e 60% do volume útil. Apesar da recuperação, o Cantareira permanece com menos da metade de sua capacidade.
Chuvas interrompem queda no Cantareira
Durante setembro, o estoque de água passou de 325,56 bilhões para 403,86 bilhões de litros. O avanço ocorreu em um mês marcado por chuvas recordes na capital paulista.
Leia também
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), São Paulo acumulou 321 milímetros de precipitação em setembro, o maior volume para o mês desde o início das medições, em 1943. Foram 21 dias de chuva.
A recuperação alterou a trajetória dos reservatórios, que vinham perdendo água desde abril. Antes disso, o maior nível do ano havia sido registrado em 25 de março, com 44,11% do volume útil. Após as quedas de abril, maio, junho, julho e agosto, o sistema encerrou agosto com 33,02%.
Com o resultado de setembro, o armazenamento voltou a ficar cerca de três pontos percentuais abaixo do pico de março.
Como funciona o Sistema Cantareira
O Cantareira abastece cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo. Suas águas também atendem a outros usos nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, incluindo o abastecimento de Campinas.
O sistema reúne cinco reservatórios interligados: Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro. Juntos, eles têm capacidade útil de 981,56 bilhões de litros.
Desde 2018, uma interligação permite transferir água da represa da Usina Hidrelétrica Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, para a represa Atibainha, reforçando o abastecimento da Grande São Paulo.
Embora os reservatórios estejam em território paulista, parte da água que chega ao Cantareira vem de rios com nascentes e trechos em Minas Gerais.
__
Jornalismo regional de qualidade
Há mais de 18 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a eles, as cidades de São Paulo e Taboão da Serra.
Siga o perfil do jornal no Instagram e acompanhe outros conteúdos.






