Cantareira em alta: o que esperar das chuvas de novembro?

Cantareira chega a 50,7% após outubro com chuva acima da média; previsão para novembro indica calor e diferenças na distribuição das chuvas
Cantareira
Nível do Sistema Cantareira chega a 50,7%. (Divulgação/Alesp)

As chuvas de outubro elevaram o Sistema Cantareira a 50,7% da capacidade nesta sexta-feira (30), e a previsão para novembro coloca em foco a possibilidade de continuidade dessa recuperação. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê precipitações acima da média em áreas de São Paulo, mas a localização das chuvas será decisiva para o avanço dos reservatórios que abastecem parte da Grande São Paulo e da Região Oeste.

Segundo o boletim diário da Sabesp, o Cantareira subiu 0,6 ponto percentual em 24 horas. Até esta sexta-feira, o sistema havia recebido 210,4 milímetros de chuva em outubro, volume 61,7% superior à média histórica do mês, de 130,1 milímetros.

A resposta também aparece nos rios que alimentam os reservatórios. A vazão natural média de outubro chegou a 57,30 metros cúbicos por segundo, quase o dobro dos 28,90 metros cúbicos por segundo esperados para o período.

Cantareira: recuperação e previsão para novembro

O resultado mostra que a recuperação vai além da chuva que cai diretamente sobre as represas: a água que chega pelos cursos d’água também contribui para elevar o armazenamento.

O prognóstico do Inmet aponta um novembro mais quente que a média histórica e com distribuição irregular das chuvas no Sudeste. São Paulo deve ter acumulados mais expressivos, principalmente entre Assis e Itapetininga, no interior.

Para a capital e a Grande São Paulo, a previsão mensal apresentada pelo instituto não detalha quanto deve chover em cada município. O cenário estadual, portanto, não permite afirmar que toda a região metropolitana terá precipitações acima da média.

Cantareira: chuva pode elevar nível do reservatório?

A continuidade da alta dependerá de as chuvas atingirem as bacias que alimentam o sistema. Os maiores acumulados previstos para o interior paulista não significam, por si só, mais água chegando ao Cantareira.

Cantareira
Sistema Cantareira abastece diversas cidades da Região Oeste da Grande SP (Divulgação/Governo de SP)

Se as precipitações alcançarem essas áreas com frequência e volume suficientes, poderão sustentar a recuperação observada em outubro. O nível também depende das retiradas para abastecimento, das liberações de água e das transferências entre mananciais.

O desempenho do Cantareira tem impacto no abastecimento de municípios da Região Oeste. O sistema atende Osasco, Carapicuíba e parte de Barueri, entre outras cidades da Grande São Paulo.

A região também conta com outros sistemas produtores. O São Lourenço, por exemplo, reforça o fornecimento para cidades como Barueri, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco e Santana de Parnaíba.

Outros mananciais

O boletim da Sabesp mostra que todos os sistemas monitorados receberam, até esta sexta-feira, volumes de chuva superiores às respectivas médias históricas de outubro. O Sistema Integrado Metropolitano chegou a 61,7% da capacidade, com alta diária de 0,4 ponto percentual.

Entre os demais sistemas, o Alto Tietê estava com 59,9%; Guarapiranga, com 94,9%; Rio Grande, com 99,3%; São Lourenço, com 76,2%; Cotia, com 103,7%; e Rio Claro, com 61%.

Apesar da chuva acumulada, Guarapiranga, Rio Grande e São Lourenço apresentaram queda no armazenamento em relação ao dia anterior. A diferença reforça que a evolução dos níveis depende também da operação e do balanço de entrada e saída de água de cada sistema.

—

Jornalismo regional de qualidade
Há mais de 18 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a eles, as cidades de São Paulo e Taboão da 

Siga o perfil do jornal no Instagram e acompanhe outros conteúdos.

Mais recentes