O balanço da Azul, sediada em Barueri, refere-se ao 2º trimestre de 2024 e vai na contramão do mesmo período de 2023; confira mais detalhes
Na segunda-feira, 12 de agosto, as ações da Azul Linhas Aéreas, sediada em Barueri, caíram mais de 10%, liderando as perdas do Ibovespa. Isto ocorreu depois que a companhia divulgou o balanço do 2º trimestre deste ano: prejuízo líquido de R$ 3.865 bilhões. As informações são do portal Seu Dinheiro.
Por volta de 12h15 de ontem (12), as ações AZUL4 caíam 10,2%, cotadas a R$ 7,14. No mês, os papéis acumulam perda de 10,9% e, no ano, de -55,5%. As ações aceleraram ainda mais as perdas no fechamento e encerraram o dia com baixa de 11,7%, a R$ 7,02.
O resultado vai na contramão do mesmo período do ano passado. Entre abril e junho de 2023, a companhia aérea obteve resultado positivo, com lucro de R$ 497,9 milhões.
No critério ajustado*, as perdas somam R$ 744,4 milhões no período, resultado 31,3% pior do que o desempenho também negativo de um ano antes. Já o resultado operacional caiu 25,5% em base anual, para R$ 441,2 milhões, assim como o Ebitda**, que atingiu R$ 1,052 bilhão, representando recuo de 9% ano a ano. Com isso, a margem Ebitda foi 1,9 ponto porcentual menor do que no 2º trimestre de 2023 e ficou em 25,2%.
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Azul: fatores para prejuízo
Um dos fatores para o prejuízo, segundo a Azul Linhas Aéreas, foi o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul na operação. A redução temporária de capacidade internacional – que caiu 8,0% no ano a no – também influenciou o resultado do 2º trimestre de 2024.
O atraso dos fabricantes nas entregas de novas aeronaves também foi um dos fatores citados pela empresa.

Na contramão
Na contramão do desempenho financeiro da Azul Linhas Aéreas, a oferta da companhia – medida em assentos-quilômetro oferecidos (Ask) – elevou 3,4% no 2º trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2023.
A demanda, calculada por passageiros-quilômetro transportados pagos (RPK), registrou crescimento anual de 3,9% entre os meses de abril e junho.
Com isso, a taxa de ocupação da Azul ficou em 80,3% entre os três meses, 0,4 ponto porcentual maior do que um ano antes. A tarifa média, por sua vez, caiu 5,2%, para R$ 521,2.
Perspectivas da companhia aérea
A companhia aérea prevê Ebitda acima de R$ 6 bilhões em 2024, valor abaixo da projeção anterior de R$ 6,5 bilhões, principalmente devido à redução no crescimento da capacidade. A previsão para o número de assentos-quilômetros oferecido (Ask) também caiu: de alta de 11% em 2024 para crescimento de 7%.
GLOSSÁRIO
Critério ajustado – não considera as despesas e receitas não recorrentes.
Ebitda – indicador financeiro utilizado para medir os resultados de uma empresa, contemplando a quantidade de recursos gerados em suas principais atividades, sem contar rentabilidade de investimentos e descontos decorrente de impostos.
Com informações do portal Seu Dinheiro.
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