O volume de vendas do comércio varejista no Brasil recuou 1,3% em setembro, na comparação com agosto. Essa foi a segunda queda consecutiva, após a maior alta do ano em julho, quando cresceu 3,1%. No ano, o varejo acumula crescimento de 3,8% e nos últimos 12 meses, alta de 3,9%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Esse segundo mês de queda vem com intensidade razoável, mas em menor amplitude que agosto (-4,3%). Depois da grande queda de abril do ano passado, início da pandemia, veio uma recuperação muito rápida, que levou ao patamar recorde de outubro e novembro de 2020. Depois tivemos um primeiro rebatimento com uma nova queda forte em dezembro e dois meses variando muito próximo do mesmo nível pré-pandemia, até março, mês a partir do qual houve nova trajetória de recuperação. Desde fevereiro de 2020, o setor vive muita volatilidade”, analisa Cristiano Santoso, gerente da PMC.
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos cresceram
Oito atividades foram pesquisadas, sendo que seis tiveram taxas negativas em setembro. As quedas mais intensas foram: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,6%), móveis e eletrodomésticos (-3,5%), combustíveis e lubrificantes (-2,6%). Mas a atividade de maior peso na formação da taxa deste mês foi hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%).
No comércio varejista ampliado – inclui, além do varejo, veículos e materiais de construção -, o volume de vendas caiu 1,1% em setembro, frente a agosto. O impacto negativo veio da queda de 1,7% na atividade veículos, motos, partes e peças e de 1,1% em material de construção, ambos, respectivamente, após variação de 0,3% e queda de 1,2% registrados em agosto.
Na comparação com setembro do ano passado, o comércio varejista recuou 5,5% com o registro de sete taxas negativas: móveis e eletrodomésticos (-22,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-14,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-6,9%), combustíveis e lubrificantes (-4,0%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (-3,4%) e tecidos, vestuário e calçados (-0,1%).
O único setor que registrou taxa positiva foi o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+4,3%).
*Com informações do IBGE.







