Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de SP (FecomercioSP), o comércio varejista paulista deve crescer 5% em dezembro. O grande motivador é o 13º salário, que tem grande impacto nas compras de Natal.
A injeção desse bônus na economia é fator decisivo já que ele será 57,5% maior que o registrado no final do ano passado. O varejo de SP deve atingir R$ 91 bilhões em vendas no mês do Natal, R$ 4,2 bilhões a mais do que em 2020.
Comércios da região estão otimistas e registram até aumento um pouco maior, como é o caso dos Armarinhos Fernando de Osasco. “A expectativa é 7% de crescimento”, afirma o gerente Givaldo Almeida Pereira.
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Segundo Pereira, os produtos que mais devem ser vendidos são brinquedos, utilidades, presentes, além de itens de papelaria. “Já que algumas pessoas utilizam a segunda parcela do 13º para adiantar a lista de material escolar”, explica o gerente da filial Osasco.
E o mercado varejista no ano que vem? “Acredito que 2022 será um ano muito bom, já que estamos com a maioria das pessoas vacinadas e retornando à normalidade”, ressalta Pereira.
Dois fatores justificam a maior injeção do 13º salário. Em primeiro lugar, a expressiva expansão do contingente de trabalhadores com carteira assinada (condição essencial para ter direito a este valor complementar). Em segundo lugar, o fato de que os aposentados e pensionistas, além de parcela de empregados do setor privado, terem recebido, em 2020, a totalidade desse salário a mais até a metade do ano, a fim de atenuar a queda de renda provocada pela paralisação de vários segmentos produtivos e a elevação do desemprego.
Apesar dos números positivos, é preciso considerar os fatores conjunturais que podem impactar negativamente neste fim de ano e nos meses seguintes. A forte elevação do nível de endividamento das famílias, ao lado da inflação e do desemprego altos, provoca a redução da massa de renda.
Recuperação do setor de vestuário
O setor de vestuário deverá ter o melhor movimento de vendas no mês de dezembro, com crescimento estimado de 28%, ante dezembro de 2020, quando mostrou uma retração de 22%, o pior desempenho entre todas na ocasião.
Os destaques negativos de 2021 devem ser os segmentos de supermercados (-2%), farmácias e perfumarias (-3%) e lojas de móveis e decoração (-5%). Com relação aos supermercados, é importante ressaltar o contexto diferente em relação a 2020, já que, naquele momento, por causa do aumento de casos de covid-19, as maiores restrições para as festas favoreciam o crescimento do setor.








