Após 16 meses de taxa “congelada”, o Banco Central diminuiu os juros básicos da economia. O Comitê de Política Monetária reduziu a taxa Selic para 6% ao ano, com corte de 0,5 ponto percentual. A decisão surpreendeu o mercado, que esperava redução de 0,25 ponto.
“O corte mostra os resultados da política econômica do atual governo. Com implementação de políticas de redução do Estado na economia e o encaminhamento da Reforma da Previdência, o ambiente econômico se mostra menos arisco, já que, antes mesmo de efetivada e implementada as reformas, a percepção de risco melhora de maneira rápida”, afirma Flavio Maldonado, Managing Partner do Gr1d. Isso já é sentido pelo risco CDS (Credit Default Swap), que está em níveis pré-crise.
Para o especialista em mercado financeiro, essa tendência pode continuar. “A minha percepção é que implementada a Reforma da Previdência e o aceleramento do processo de privatização e desde que não apareça nenhuma surpresa, a tendência é de queda.”
Enquanto as taxas de juros de alguns bancos já baixaram, investidores deverão ficar atentos ao novo cenário. “Com a retomada da confiança e ampliação do crédito, parcela relevante migrará de investimentos de renda fixa para opções mais rentáveis de aporte. As empresas tenderão a receber mais crédito para ampliar a linha de seus negócios e, no ambiente de inovação, que o Brasil está se mostrando muito promissor, os resultados serão de muito curto prazo”, ressalta Maldonado.






