Elaborado anualmente, o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) é um estudo realizado pelo Sistema Firjan que aponta o desenvolvimento socioeconômico de todos os mais de 5 mil municípios brasileiros em três áreas de atuação: Emprego & renda, Educação e Saúde, utilizando dados oficiais. Da região Oeste os destaques são Santana de Parnaíba e Barueri.
O IFDM aponta para as condições de financiar a estrutura administrativa com recursos da economia local, a rigidez do orçamento das prefeituras e o cumprimento das obrigações financeiras e de gerar bem-estar e competitividade por meio de investimentos são os quesitos observados para elaborar esse índice, ou seja, a saúde financeira dos municípios.
Cidades pequenas que conseguem gerar bem seu orçamento, como Parnaíba e Barueri, mostram uma administração eficiente mesmo em tempos de crise, apontam técnicos da Firjan.
Santana de Parnaíba
Com uma boa evolução em seus índices, Parnaíba conquistou nota 0,9488 (gestão de excelência) com notas máximas de Autonomia, Gastos com Pessoal e Liquidez. As notas vão de 0 a 1. Para se ter ideia a média do Brasil é de 0,4555 (o que aponta Gestão em Dificuldade). No IFDM anterior, Parnaíba estava com nota 0,7619.
Com isso, a cidade se destaca no ranking do IFDM 2019 com o 3º melhor índice no Estado e 11ª do país (atrás apenas de Gavião Peixoto e São Pedro, ambas de São Paulo, que empataram em 1º lugar tanto no Estado como no país). No IFDM de 2018, Parnaíba estava em 25º (Estado) e 193º (país)
Autonomia mostra se as receitas geradas no município são suficientes para custear a Câmara Municipal e a estrutura administrativa da Prefeitura.
Em Gastos com Pessoal é o quanto a prefeitura gastou da Receita Corrente Líquida (RCL) com a folha de salário do funcionalismo público.
E a Liquidez refere-se verifica a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no exercício seguinte. Ou seja, se as prefeituras estão postergando pagamentos de despesas para o exercício seguinte sem a devida cobertura de caixa.
Parnaíba teve apenas nota “boa” (0,7952) para o item Investimentos, que indica o quanto o município destinou de suas receitas gerar bem-estar à população e melhorar do ambiente de negócios local.
Barueri
A cidade de Barueri teve índice geral de 0,8740 (gestão de excelência) com notas máximas em Autonomia, Gastos com Pessoal e Investimentos, e nota 0,4958 (em dificuldade) para Liquidez, abaixo da nota média (0,5314). O relatório da Firjan aponta que essas cidades não planejaram seus orçamentos de forma eficiente, apresentando situação difícil.
No ranking de 2019, Barueri está em 7º lugar no estadual e 72º no federal. Uma queda em sua performance, já que no índice passado, Barueri estava em 4º (Estado) e 22º (país).
Osasco e Cotia
Outras duas cidades da região Oeste tiveram altos e baixos nos índices da Firjan. Osasco teve nota média de 0,7211 com destaque bom para Autonomia e Gastos com Pessoal (nota máxima), mas em situação difícil com Investimentos e Liquidez. No ranking de 2019 está em 89º (Estado) e 521º (país) em relação a 71º/481º do IFDM de 2018 – melhorou na colocação federal, mas caiu em São Paulo.
Cotia caiu em relação a 2018. Com nota média de 0,7075, está excelente em Autonomia e Gastos com Pessoal, mas em dificuldade em Liquidez e crítico em Investimentos. Com isso teve queda no ranking: no Estado foi de 54º (2018) para 109º (2019) e no país, de 411º para 603º.
Entenda os ÍndicesO IFGF Autonomia é o novo indicador de gestão fiscal inserido nesta edição do estudo. Ele verifica a relação entre as receitas vindas da atividade econômica do município e os custos para manter a Câmara de Vereadores e a estrutura administrativa da Prefeitura.
O IFGF de Gastos com Pessoal representa quanto os municípios gastam com pagamento de pessoal em relação ao total da Receita Corrente Líquida.
O IFGF de Liquidez verifica a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no exercício seguinte. Ou seja, se as prefeituras estão postergando pagamentos de despesas para o exercício seguinte sem a devida cobertura de caixa.
O IFGF de Investimentos mede a parcela da Receita Total dos municípios destinada aos investimentos.






