Rogério Franco mira a Alesp; João Paulo é cotado para ministério

Aliado de André do Prado, Rogério Franco é cotado para presidir a Alesp; João Paulo aparece nas articulações para a equipe de Lula junto ao congresso
montagem do Rogério Franco e João Paulo
Rogério Franco é cotado para presidir a Alesp e João Paulo Cunha para um ministério de Lula (Montagem Jornal Giro)

Dois políticos com trajetória na Região Oeste da Grande São Paulo estão entre os nomes cotados para ocupar posições de comando em 2027. Eleito deputado estadual com 89.156 votos, o ex-prefeito de Cotia Rogério Franco (PL) aparece nas articulações para presidir a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Já João Paulo Cunha (PT), eleito deputado federal com 108.965 votos, é apontado como opção para assumir o Ministério das Relações Institucionais no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As possibilidades foram relatadas pelos colunistas Vinicius Passarelli e Andreza Matais, do portal Metrópoles. Embora estejam em campos políticos distintos, os dois chegam às negociações com vínculos com lideranças responsáveis pelas escolhas: Franco integra o grupo de André do Prado e Valdemar Costa Neto; João Paulo tem uma relação construída ao longo de décadas com Lula. Nenhuma das duas escolhas está definida.

Rogério Franco tem apoio de André do Prado

Franco iniciará seu primeiro mandato na Alesp com o nome incluído na disputa pela presidência. Segundo Passarelli, o atual presidente da Assembleia e senador eleito André do Prado trabalha para viabilizar um aliado como sucessor. Entre as opções estão o ex-prefeito de Cotia e Rodrigo Ashiuchi, ex-prefeito de Suzano.

A proximidade com Prado é um dos fatores que sustentam a cotação de Franco. Ambos também integram o grupo político do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, cuja participação tem peso nas negociações internas.

O tamanho da bancada favorece a pretensão do partido de manter o comando da Assembleia: o PL elegeu 27 deputados estaduais. A escolha do nome, porém, enfrenta resistência entre parlamentares que defendem um representante com mais experiência na Casa.

Ainda conforme a coluna, Alex Madureira, Thiago Auricchio e Tenente Coimbra também aparecem nas conversas. A articulação exige, portanto, que Franco conquiste apoio além do grupo que defende sua candidatura.

João Paulo é cotado para negociar com o Congresso

No plano federal, João Paulo Cunha aparece como alternativa para a pasta responsável pela interlocução entre o Palácio do Planalto e o Legislativo. Segundo Andreza Matais, seu conhecimento do Congresso e o perfil considerado moderado são atributos valorizados para a função.

O petista presidiu a Câmara dos Deputados entre 2003 e 2005, durante o primeiro mandato de Lula. A experiência no comando da Casa é um dos elementos que explicam a avaliação favorável ao seu nome para conduzir negociações com diferentes correntes políticas.

A eleição de 2026 marcou seu retorno à disputa após 16 anos afastado das urnas, em uma candidatura lançada a pedido de Lula. Com trajetória ligada a Osasco, onde foi vereador, João Paulo conquistou uma cadeira na Câmara com 108.965 votos.

A informação sobre o ministério representa uma possibilidade em discussão, sem anúncio de convite formal ou decisão do presidente. Caso seja escolhido, caberá a ele negociar apoio parlamentar às propostas do Executivo.

Articulações podem ampliar influência regional

As duas movimentações colocam representantes ligados à Região Oeste nas negociações para funções que ultrapassam a atuação parlamentar. A presidência da Alesp conduz os trabalhos do Legislativo paulista; o Ministério das Relações Institucionais concentra a negociação política do governo federal.

Para Franco, o desafio é transformar o apoio de lideranças do PL em votos entre os deputados. Para João Paulo, a eventual ida ao ministério depende da composição da equipe de Lula. Até lá, os dois têm como destino assegurado pelas urnas os mandatos conquistados em outubro.

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