As 13 cidades da Região Metropolitana Oeste da Grande SP cobertas pelo Jornal Giro registraram 114 casos de picadas por escorpião em 2026. Felizmente, nenhuma das vítimas veio a óbito.
Um dos casos recentes foi de um menino de 13 anos, residente em Osasco. que foi picado em janeiro no quintal de casa. O garoto segue em acompanhamento médico devido às sequelas de uma infecção na perna causada pela demora no atendimento, segundo o portal G1.
Osasco é o município com mais casos esse ano: 37. Em 2025, foram registrados 93, sem mortes. Em seguida, vem Itapevi, com 18 pessoas picadas por escorpião. A cidade também não teve óbitos. No ano passado, foram 53.
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São Roque e Cajamar ocupam a 3ª posição com mais casos de vítimas deste animal peçonhento, com 12 casos cada. Os municípios também não registraram óbitos.
Escorpião: casos em todas as cidades da região
Confira, na tabela, os casos de picadas de escorpião em 2026 (registrados até 9 de junho) e 2025.
Confira todos os valores na tabela abaixo:
| Município | Casos em 2026 | Casos em 2025 |
| Araçariguama | 4 | 14 |
| Barueri | 11 | 30 |
| Cajamar | 12 | 45 |
| Carapicuíba | 4 | 15 |
| Cotia | 0 | 5 |
| Itapevi | 18 | 53 |
| Jandira | 2 | 20 |
| Osasco | 37 | 93 |
| Pirapora do Bom Jesus | 5 | 12 |
| Santana de Parnaíba | 4 | 20 |
| São Roque | 12 | 35 |
| Taboão da Serra | 5 | 10 |
| Vargem Grande Paulista | 0 | 9 |
| Total |
Fonte: SES-SP

Onde encontrar o soro
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), em casos de picada de escorpião, na Região Metropolitana Oeste, Cotia e Itapevi contam com Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs), localizados no Hospital Regional de Cotia e Hospital Geral de Itapevi.
Ao todo, o estado de São Paulo possui 242 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs), distribuídos estrategicamente para reduzir o tempo entre a picada e o atendimento, especialmente em crianças de até dez anos, que necessitam de tratamento em até 1h30 após o acidente.
Sintomas e recomendações
Acidente escorpiônico ou escorpionismo é o envenenamento causado pela picada de escorpião que injeta veneno por meio de um ferrão localizado na ponta da cauda. Após a picada, a recomendação é ir imediatamente ao hospital de referência mais próximo. Se possível, levar o animal ou uma foto para identificação da espécie, permitindo assim uma avaliação mais eficaz sobre a gravidade do acidente.
Sintomas mais comuns:
– Quadros moderados – dor intensa, vômitos ocasionais, suor, agitação, aumento dos batimentos cardíacos e da respiração.
– Quadros mais graves – suor e vômitos profusos, sonolência com agitação, tremores, aumento dos batimentos cardíacos e da respiração, salivação excessiva, hipotermia, convulsões, edema pulmonar, insuficiência cardíaca e choque, podendo levar à morte.

Como evitar acidentes com escorpiões?
Confira as dicas da SES-SP para evitar picadas por esse anima peçonhento:
– Mantenha quintais, jardins e áreas de serviço limpos, sem entulho ou restos de construção, que servem de abrigo para escorpiões e outros animais;
– Evite acumular lixo, folhas secas e madeira; guarde objetos em locais elevados;
– Vede frestas em paredes e pisos, use telas em ralos e batentes de portas;
– Ao andar em áreas verdes, use calçados fechados e luvas, principalmente, ao manusear materiais empilhados;
– Guarde calçados em sacos plásticos ou caixas;
– Sacuda roupas, toalhas e calçados antes de usá‑los.
Locais com maior risco de acidente
O noroeste paulista, além das regiões sul da Bahia e norte de Minas Gerais, concentra algumas das áreas de maior risco de acidentes por picada de escorpião no Brasil. O alerta faz parte de um estudo publicado em outubro de 2025 na revista PLOS Neglected Tropical Diseases, que analisou dados dos 5.570 municípios brasileiros entre 2012 e 2024 e identificou avanço expressivo do escorpionismo pelo País, com mais de 1,7 milhão de acidentes e 1.230 mortes no período.
Ao longo desses 12 anos, a taxa nacional de incidência saltou de 31 para 142 casos por 100.000 habitantes, representando um aumento de 349%. A hipótese é que o crescimento dos acidentes esteja associado a uma combinação de fatores ambientais, climáticos, urbanos e sociais que favorecem a proliferação dos escorpiões nas cidades.
O clima quente e as áreas de intensa urbanização oferecem as condições ideais para proliferação do Tityus serrulatus (escorpião-amarelo), espécie que é a principal causadora de acidentes em todo o país.
O estudo foi elaborado por especialistas do Instituto Butantan, da Universidade de São Paulo (USP), do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

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