A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) descartou a hipótese de que funcionários da estatal tenham participado do incêndio que interrompeu a circulação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, na zona leste de São Paulo, na quinta-feira (23). A suspeita havia sido levantada nas redes sociais pelo ex-secretário de Segurança Pública e pré-candidato a deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP).
Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (24), o presidente da CPTM, Michael Sotelo Cerqueira, afirmou que a companhia colaborou com o processo de concessão das linhas e defendeu a atuação dos empregados da empresa.
Segundo ele, os funcionários atenderam prontamente à solicitação do Governo de São Paulo durante a ocorrência. Michael ressaltou que qualquer eventual suspeita sobre a conduta de servidores deve ser investigada pelas autoridades policiais, mas afirmou que os colaboradores da CPTM atuaram de forma profissional.
CPTM: operação foi normalizada na sexta
A circulação das Linhas 11, 12 e 13 foi restabelecida na manhã desta sexta-feira. Após as falhas registradas, o Governo de São Paulo determinou que a CPTM reassumisse temporariamente a operação das três linhas.
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A concessionária Trivia Trens, responsável pela gestão desde terça-feira (21), informou que a interrupção ocorreu após uma falha em uma composição da Linha 12-Safira. O problema foi provocado por um incêndio em um dos vagões.

Vídeos gravados por passageiros mostram o momento em que faíscas atingem a composição e as chamas começam. Com a paralisação do trem, usuários precisaram caminhar pelos trilhos até a estação mais próxima. A principal hipótese é de que um curto-circuito tenha provocado o incêndio, mas a causa ainda será investigada.
Artesp abre investigação
A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) informou que instaurará um procedimento para apurar as causas do incêndio e verificar a responsabilidade da concessionária pelas falhas registradas.
A agência também determinou que a CPTM opere as Linhas 11, 12 e 13 em conjunto com a Trivia Trens por até 90 dias, com o objetivo de garantir a continuidade do serviço após os problemas registrados desde o início da concessão.
Em nota, a Trivia afirmou que cumpriu todas as obrigações contratuais durante a transição da operação e que colaborará com as investigações.
Concessionária acumula falhas nos primeiros dias
A Trivia Trens assumiu a administração das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na última terça-feira (21), prometendo melhorias operacionais e investimentos em infraestrutura.
Entretanto, nos dois primeiros dias de operação, foram registradas ao menos sete ocorrências que afetaram a circulação dos trens. Entre elas, redução na operação das estações Brás e Barra Funda, atrasos e superlotação de plataformas.
As investigações sobre o incêndio e as falhas operacionais seguem em andamento.
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