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Canetas emagrecedoras: Anvisa endurece regras; saiba mais

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Segundo levantamento da Anvisa, a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação das canetas tem sido incompatível com o mercado nacional (Divulgação/Freepik)

Na segunda-feira (6), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou novas medidas para reforçar a segurança de pacientes que utilizam medicamentos injetáveis da classe GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”.

Essas canetas, indicadas principalmente para o tratamento de diabetes e obesidade, utilizam princípios ativos como Semaglutida, Tirzepatida e Liraglutida, e têm ganhado grande popularidade nos últimos anos.

Entre as medidas previstas estão a revisão das regras atuais do setor, a suspensão das autorizações de funcionamento para farmácias com situação de risco, além de novas fiscalizações em empresas importadoras de insumos para manipulação.

A Agência anunciou também que intensificará as ações junto às Vigilâncias Sanitárias dos estados e municípios. Estão previstos ainda acordos de cooperação com agências reguladoras de outros países. Haverá também a criação de um grupo de trabalho com entidades médicas e de saúde.

As novas medidas reforçam a proteção e a segurança no uso de medicamentos injetáveis da classe GLP-1 e foram adotadas diante do crescimento irregular na manipulação desses produtos, prática que pode comprometer a qualidade dos medicamentos e colocar em risco a saúde dos pacientes.

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Canetas emagrecedoras viraram febre entre os brasileiros (Caroline Morais/Ministério da Saúde)

Canetas emagrecedoras: irregularidades

Segundo levantamento da Anvisa, a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação das canetas tem sido incompatível com o mercado nacional. No 2º semestre de 2025, foram importados mais de 100 kg de insumos, que seriam suficientes para a preparação de, aproximadamente, 20 milhões de doses. 

Este ano, a agência realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras, que levaram a oito interdições por problemas técnicos e falta de controle de qualidade. “A Anvisa tem feito também uma série de fiscalizações de ações nesse sentido. Foram proibidas a importação, o transporte o armazenamento a a comercialização e o uso de produtos irregulares envolvendo a questão dos medicamentos de GLP1”, afirmou Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, em coletiva de imprensa.

Entre os riscos mapeados estão a produção sem previsão de demanda por manipulação, problemas de esterilização, deficiências no controle de qualidade e a utilização de insumos farmacêuticos sem identificação de origem e composição.

Desde janeiro deste ano, a Anvisa já publicou 10 ações de proibição de importação, comércio e uso de produtos irregulares que contêm medicamentos agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.

Para a manipulação de produtos injetáveis, como as canetas, a garantia de padrões rígidos de esterilidade e pureza do insumo é fundamental para garantir a segurança desses produtos para as pessoas. 

Pedidos de registro: oito estão em análise

Atualmente, oito processos estão em análise para o registro de novos medicamentos com o mesmo princípio ativo do Ozempic, a Semaglutida. Desses, sete são de origem sintética e um de origem biológica.

Além disso, outros nove pedidos aguardam o início da avaliação pelas áreas técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que demonstra o crescente interesse da indústria farmacêutica por medicamentos baseados nessa substância.

A patente da semaglutida no País expirou em 20 de março, mas, para que qualquer medicamento possa ser oferecido no mercado nacional, é obrigatória a comprovação de eficácia, segurança e qualidade, que devem ser atestadas pelo registro na Anvisa.

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