A Reforma Tributária será uma das principais bandeiras de Pedro Sotero (PL), candidato a deputado federal por São Paulo. Com experiência na área de Finanças e passagem pela administração pública de Osasco, ele afirma que a mudança no sistema tributário precisa preservar a capacidade de investimento dos municípios.
Em entrevista ao Jornal Giro, Sotero disse que não é contra a simplificação dos impostos, mas defendeu atenção aos efeitos da transição sobre as cidades. “A questão é como fazer isso sem enfraquecer os municípios”, explica.
Segundo o candidato, Osasco tem uma atividade econômica forte e precisa manter condições para investir e prestar serviços públicos. Ele também afirmou que a mudança não deve aumentar a dependência dos municípios em relação ao governo federal.
“É possível simplificar o sistema e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio entre União, estados e municípios”, garante.
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1. Pedro, muita gente em Osasco conhece o secretário e o técnico da área de Finanças, mas quem é o homem Pedro Sotero e por que decidiu disputar agora uma vaga na Câmara dos Deputados?
Sou muito ligado à minha família, ao trabalho e ao serviço público. Sou marido, pai e evangélico, e sempre tive essa vontade de contribuir e fazer alguma diferença na vida das pessoas. Minha trajetória profissional passou por áreas bastante diferentes, da iniciativa privada às organizações sociais e à administração pública. Em Osasco, tive a oportunidade de trabalhar nas secretarias de Finanças e de Habitação, conhecendo de perto os desafios e também o potencial da cidade. A decisão de disputar uma vaga na Câmara Federal veio naturalmente desse caminho. Depois de tantos anos trabalhando no município, entendi que poderia contribuir também em um espaço onde são tomadas decisões que afetam diretamente as cidades. A Reforma Tributária é um exemplo disso. Cada vez mais, o que acontece em Brasília terá impacto sobre a capacidade dos municípios de investir e prestar serviços.
2. Você ocupou cargos importantes em diferentes administrações de Osasco e trabalhou com prefeitos de perfis e partidos distintos. O que essa trajetória mostra sobre a sua forma de fazer política?
Mostra que eu sempre coloquei o trabalho à frente das diferenças partidárias. Tive a oportunidade de trabalhar com pessoas de perfis diferentes e aprendi que, na administração pública, você precisa saber conversar, ouvir e construir soluções. Também acho que ter passado por setores tão diferentes foi importante. A iniciativa privada me ensinou muito sobre eficiência; as organizações sociais, sobre gestão e projetos; e o poder público, sobre a complexidade de transformar tudo isso em políticas que funcionem para as pessoas. No fim, acho que política boa é aquela que consegue resolver problemas. É isso que sempre procurei fazer.
3. Quais serão as três principais bandeiras do seu mandato como deputado federal?
A primeira será a defesa dos municípios, principalmente nesse momento de mudança do sistema tributário. Osasco e as cidades da região precisam ter condições de continuar investindo e prestando bons serviços. A segunda é o desenvolvimento econômico. Precisamos criar condições para atrair investimentos, gerar empregos e aumentar a renda das famílias. E a terceira é a modernização do poder público. Tecnologia, dados e inteligência artificial podem ajudar muito, mas precisam ser usados para uma finalidade simples: fazer o governo funcionar melhor e entregar serviços melhores para as pessoas.
4. Depois de comandar o União Brasil em Osasco, você decidiu se filiar ao PL. O que motivou a troca de partido? Em quais valores e posições você se identifica com o PL?
Foi uma decisão bastante pensada. Eu me identifico com o PL e com as posições que o partido defende. Foi justamente por isso que escolhi me filiar. Tenho afinidade com pautas como responsabilidade fiscal, valorização da família, liberdade, empreendedorismo e uma atuação mais eficiente do Estado. Isso não significa deixar de conversar com quem pensa diferente. Minha trajetória sempre foi de diálogo. Acho que podemos ter posições firmes e, ao mesmo tempo, buscar pontos de convergência quando isso for importante para resolver os problemas da população.
5. Sua experiência mais conhecida é justamente na área financeira. O Brasil enfrenta discussões sobre inflação, juros, carga tributária, gastos públicos e crescimento. Qual é, na sua avaliação, o principal problema econômico do país hoje e qual seria sua primeira prioridade na Câmara Federal?
O principal problema, na minha visão, é conseguir equilibrar responsabilidade fiscal e crescimento. O governo precisa ter capacidade de investir, mas não pode gastar sem considerar de onde virão os recursos. Minha prioridade seria melhorar a qualidade do gasto público e criar um ambiente mais favorável ao crescimento. Isso envolve eficiência, segurança jurídica, estímulo aos investimentos e responsabilidade nas contas públicas. Na minha experiência em Osasco, vi que uma gestão mais moderna e eficiente pode ajudar a criar um ambiente econômico melhor sem simplesmente aumentar impostos. Esse é um aprendizado que quero levar para o debate nacional.
6. Você tem sido crítico aos efeitos da Reforma Tributária sobre cidades como Osasco. O que exatamente precisa ser revisto ou corrigido? Como defender os municípios sem comprometer a simplificação do sistema tributário?
Eu não sou contra a simplificação. Pelo contrário, o sistema tributário brasileiro precisa ser mais simples. A questão é como fazer isso sem enfraquecer os municípios. Osasco é uma cidade que produz muita riqueza e tem uma atividade econômica muito forte. Por isso, precisamos garantir que a transição não reduza sua capacidade de investir e não aumente a dependência dos municípios em relação ao governo federal. É possível simplificar o sistema e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio entre União, estados e municípios. Esse é o ponto que precisa ser discutido com muita atenção no Congresso.
7. Caso seja eleito, quais metas concretas o eleitor poderá cobrar de você ao longo dos quatro anos como deputado federal?
A primeira é uma atuação muito próxima dos municípios da região, acompanhando principalmente os efeitos da Reforma Tributária e outras decisões federais que tenham impacto sobre as cidades. Também quero trabalhar pela atração de investimentos e pela geração de empregos, buscando aproximar a região das oportunidades e dos programas federais. Outra frente será a modernização dos serviços públicos, com tecnologia, digitalização e melhor uso dos dados. E quero estabelecer uma relação de transparência com a população. As pessoas precisam saber como o deputado votou, o que está defendendo, quais projetos apresentou e quais recursos conseguiu trazer para a região.
8. O Brasil também vive uma forte polarização política. O eleitor quer saber: Pedro Sotero será um deputado que seguirá integralmente as posições do partido ou terá independência para votar de acordo com suas próprias convicções e os interesses de Osasco e da região?
Eu me identifico muito com o PL e com as posições que o partido defende. Foi justamente por essa identificação que escolhi me filiar ao partido. Portanto, não vejo hoje questões relevantes em que eu imagine que precisarei votar de forma diferente da orientação partidária. Mas mandato parlamentar também exige responsabilidade. É preciso estudar cada tema, ouvir, conversar e entender o impacto de cada decisão. Minha trajetória sempre foi marcada por essa capacidade de diálogo. Não acredito que a política precise ser resumida à polarização. É possível ter convicções claras, estar alinhado ao seu partido e, ao mesmo tempo, dialogar com quem pensa diferente quando isso for necessário para construir soluções.
9. Por que o eleitor deve escolher Pedro Sotero para representar Osasco e as demais cidades da região em Brasília?
Acho que posso contribuir principalmente pela experiência que acumulei. Conheço a administração pública por dentro, trabalhei com Finanças e Habitação e acompanhei de perto o crescimento de Osasco e os desafios que esse crescimento traz. Também sei que muitas decisões importantes para as cidades são tomadas em Brasília. A Reforma Tributária deixou isso ainda mais evidente. Quero levar para o Congresso esse conhecimento de gestão e colocar o foco em temas que considero fundamentais: responsabilidade fiscal, desenvolvimento econômico, autonomia dos municípios e melhoria dos serviços públicos. E, acima de tudo, quero manter uma relação transparente com a região, para que as pessoas possam acompanhar e cobrar o trabalho do mandato.

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