A nutrição evoluiu – e muito. Uma dieta igual para todo mundo ficou no passado. Hoje, com a nutrição de precisão, o olhar é individual. O corpo é analisado como um todo: sua rotina, seus sintomas, sua composição corporal e, principalmente, como o seu organismo responde aos alimentos.
A nutrição de precisão utiliza a nutrigenética. “Por meio da análise de trechos do seu DNA, é possível entender como o seu corpo metaboliza carboidratos, gorduras e vitaminas, além de identificar sua tendência à inflamação, compulsão alimentar, sensibilidade à lactose, intolerância à lactose e ao glúten e até como você reage e se recupera após uma atividade intensa”, explica a nutricionista Amanda Delgado, que acrescenta: “A nutrigenética permite descobrir como o corpo funciona e, a partir disso, criar um plano alimentar que realmente faz sentido para o paciente.”
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Nutrigenética: como seu corpo funciona
A análise é feita por meio da coleta da saliva do paciente. Em seguida, o laboratório realiza a leitura desses genes. “Quando o resultado chega, eu analiso tudo em conjunto: o histórico clínico do paciente, seus sintomas, rotina, exames e até a microbiota. A partir daí, o atendimento deixa de ser genérico e se torna totalmente personalizado. É como se a gente tivesse em mãos um mapa que mostra exatamente como o corpo daquele paciente funciona. Com isso, consigo entender o que é melhor ele comer, o que deve evitar, como distribuir as refeições e quais suplementações realmente fazem sentido”, explica Amanda.
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Segundo a profissional, as vantagens são enormes com a nutrigenética. É possível prevenir doenças, melhorar a energia, diminuir a inflamação, reduzir a compulsão por doce, além de melhorar a digestão, o sono, a disposição e até a performance no treino. “Quando você conhece o seu corpo, você deixa de lutar contra ele e passa a trabalhar a favor dele. Eu costumo dizer que é um exame com enorme potencial preventivo – quanto mais a pessoa fazer, maior será a prevenção e, consequentemente, mais qualidade e tempo de vida ela terá”, destaca.
O exame é recomendado a partir de dois, três anos de idade e pode ser realizado, inclusive, por quem está tentando engravidar. “Ele é um ótimo aliado no aumento da fertilidade, porque, ao termos informações mais precisas, conseguimos agir de forma mais assertiva no tratamento — e, assim, aumentar as chances dessa mãe realizar o sonho de engravidar. É uma ferramenta poderosa para promover saúde hoje e construir um futuro mais equilibrado”, acrescenta a nutricionista.
Mas, Amanda ressalta que não é um exame para curiosidade. É uma ferramenta que muda a forma como a pessoa se alimenta para o resto da vida. “E o mais bonito é que, quando a alimentação se encaixa na biologia da pessoa, os resultados aparecem muito rápido. E, justamente por fazer sentido para o corpo, isso se torna muito mais sustentável a longo prazo”, finaliza.

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