O primeiro Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana de São Paulo revelou dados sobre a incidência de feminicídio em 39 municípios da Grande São Paulo. Entre as 13 cidades acompanhadas pelo Jornal Giro, 11 foram contempladas no levantamento, que permite traçar um panorama da violência contra a mulher na Região Oeste. Os números são relativos ao ano de 2023.
Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista registraram taxa zero de feminicídio, ou seja, não tiveram casos do crime no período analisado pelo estudo. Com esse resultado, os três municípios dividem a primeira colocação no ranking geral entre as cidades avaliadas pelo Mapa da Desigualdade.
São Paulo ficou em 2º lugar no ranking geral, com taxa de 0,48 de feminicídio. A cidade com o pior resultado de todas as 39 avaliadas foi Juquitiba, com 7,2.

Feminicídio
Na sequência, Taboão da Serra registrou taxa de 0,68 de feminicídio por 100 mil mulheres, ocupando a 4ª colocação no ranking geral. Osasco aparece logo depois, com índice de 1,52, enquanto Jandira contabilizou 1,60 caso por 100 mil mulheres, garantindo a 10ª posição entre os municípios analisados.
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Entre os municípios da Região Oeste contemplados pelo levantamento e cobertos pelo Giro, Cotia apresentou o maior índice, com taxa de 3,47 casos por 100 mil mulheres.
Confira, abaixo, a lista completa de taxas de feminicídio nas 11 cidades (dos menores para os maiores índices:
Pirapora do Bom Jesus – 0 (1º lugar no ranking geral)
Santana de Parnaíba – 0 (1º)
Vargem Grande Paulista – 0 (1º)
Taboão da Serra – 0,68 (4º)
Osasco – 1,52 (8º)
Jandira – 1,6 (10º)
Itapevi – 1,63 (11º)
Barueri – 1,78 (13º)
Cajamar – 2,07 (16º)
Carapicuíba – 2,42 (19º)
Cotia – 3,47 (23º)
Violência contra a população LGBTQIA+
O estudo também reúne indicadores de segurança pública que vão além das taxas de homicídio e feminicídio. Entre eles está a taxa de notificações de violações de direitos humanos contra a população LGBTQIA+, registradas por meio do Disque 100 (ano 2024). O indicador permite avaliar a incidência de denúncias relacionadas a discriminação, violência e outras formas de violação de direitos dessa população nos municípios analisados.
Nesse indicador, na Grande São Paulo, Itaquaquecetuba apresenta a maior taxa: 47,1 notificações para cada 100 mil habitantes.
Na Região Oeste, quatro cidades não registraram notificações de violações de direitos humanos contra a população LGBTQIA+, segundo dados do Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana de São Paulo. São elas: Itapevi, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista, que apresentaram taxa zero no indicador analisado pelo estudo.
Na sequência, Osasco registrou taxa de 0,82 notificação de violação de direitos humanos contra a população LGBTQIA+ para cada 100 mil habitantes. Já Carapicuíba apresentou índice de 4,14 registros por 100 mil habitantes, de acordo com os dados do Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana de São Paulo.
Confira outros municípios:
Barueri – 7,58 notificações
Cajamar – 12,95
Cotia – 11,66
Jandira – 37,27
Taboão da Serra – 5,12
*Araçariguama e São Roque, também cobertas pelo Jornal Giro, não aparecem no estudo.

Mapa da Desigualdade
O Mapa da Desigualdade da região metropolitana de São Paulo foi produzido pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Instituto Cidades Sustentáveis. O ranking foi elaborado com base em dados oficiais de órgãos como IBGE, DataSUS, Inep e Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa).
Materialde referência geográfica
O estudo utilizou dados referentes ao período de 2010 a 2024 e analisou 40 indicadores em 39 municípios da Grande São Paulo. O objetivo é orientar gestores públicos na definição de prioridades e políticas voltadas à redução das desigualdades territoriais.
São Caetano obteve a melhor colocação: 29 pontos. Porém, não atingiu a pontuação máxima absoluta porque há indicadores em que outras cidades se sobressaem.
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Há mais de 18 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a eles, as cidades de São Paulo e Taboão da Serra.
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