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Motta envia pedido de afastamento de 15 deputados após motim na Câmara

Presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, apresentou pedido para o afastamento de parlamentares (Lula Marques/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, encaminhou à Corregedoria da Casa pedidos de afastamento, por até seis meses, de 14 parlamentares da oposição que participaram de um motim no Congresso Nacional e de uma deputada do PT acusada de agressão. As medidas serão analisadas pelo Conselho de Ética após votação da Mesa Diretora.

A maioria dos oposicionistas é filiada ao Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, e ao Novo. Eles participaram da ocupação da Mesa Diretora da Câmara, impedindo a retomada dos trabalhos legislativos. Já a deputada Camila Jara (PT) é acusada de empurrar o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a disputa pelo controle do plenário.

Segundo a Câmara, os processos seguirão para análise da Corregedoria, onde imagens serão examinadas, antes de retornar à Mesa Diretora e, posteriormente, ao Conselho de Ética.

Nesta sexta-feira (8), o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), protocolou um pedido para instaurar processo disciplinar e suspender cautelarmente cinco deputados bolsonaristas. Por outro lado, opositores solicitaram a suspensão de Camila Jara.

Entre os acusados, está o deputado Pollon, apontado por impedir a retomada da sessão e insultar o presidente da Casa dias antes. Ele se defendeu dizendo que é autista e que sentou na cadeira de Motta apenas para pedir conselhos ao deputado Marcel Van Hattem.

Outro citado é Zé Trovão, acusado por partidos de esquerda de tentar barrar fisicamente o retorno de Motta à Mesa. Já a deputada Júlia Zanatta foi acusada de usar a filha de quatro meses como “escudo” e expor a criança a um ambiente de tensão.

O deputado Bilynskyj teria “tomado de assalto” a Mesa Diretora e ocupado a Mesa da Comissão de Direitos Humanos, impedindo o trabalho do presidente da comissão, além de supostamente agredir o jornalista Guga Noblat.

Van Hattem também é acusado de ocupar ilegalmente a cadeira da presidência. Em resposta, publicou trechos do Hino Nacional e afirmou que qualquer suspensão seria “golpe”.

Até o momento, Zé Trovão, Zanatta e Bilynskyj não comentaram oficialmente as acusações. Camila Jara nega a agressão e diz que apenas afastou Nikolas Ferreira durante um tumulto.

*Com informações da Agência Brasil

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