A proporção é de 3,70 médicos por mil habitantes, maior do que a nacional. A maioria dos médicos é do sexo masculino, de 30 a 34 anos de idade
Nesta segunda-feira, 8 de abril, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou a Demografia Médica CFM – 2024. O Brasil reúne 575.930 médicos ativos, uma das maiores quantidade do mundo, numa evolução acelerada. O número resulta em uma proporção de 2,81 médicos por mil habitantes, também a maior já registrada, colocando, inclusive, o País na frente dos Estados Unidos, Japão e China.
O Estado de São Paulo é o que possui a maior parte dos profissionais: 166.415 número de registros de médicos com até 80 anos de idade. A proporção é de 3,70 médicos por mil habitantes, maior do que a nacional.
Em seguida vem o estado de Minas Gerais, com 71.713, e o Rio de Janeiro, com 69.745 médicos.
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Médicos no Estado de SP
Confira os números da Demografia Médica do Estado de São Paulo, considerando-se 645 municípios:
Profissionais no geral
- 166.415 médicos
- 3,70 médicos para cada mil habitantes
- Média de idade: 45,63 anos
- Média de tempo de formado – 20,62 anos
- Faixa etária (maioria) – de 30 a 34 anos de idade – 26.431 médicos
Profissionais do sexo feminino
- 82.272 médicas
- 1,85 médicas por mil habitantes
- Média de idade: 42,01 anos
- Média de tempo de formado – 17,18 anos
- Faixa etária (maioria) – até 29 anos de idade – 15.334 médicas
Profissionais do sexo masculino
- 84.143 médicos
- 1,90 médicos por mil habitantes
- Média de idade: 47,72 anos
- Média de tempo de formado – 22,60 anos
- Faixa etária (maioria) – de 30 a 34 anos de idade – 11.263 médicos
Saiba mais, acessando o link (clique aqui).

Mais escolas de Medicina
José Hiran Gallo, presidente do Conselho Federal de Medicina, questiona a quantidade destes profissionais. “Os dados indicam que o Brasil conta hoje com mais médicos. Mas a que custo? Observamos a criação indiscriminada de escolas médicas no País sem critérios técnicos mínimos, o que afeta a qualidade do preparo dos futuros profissionais da medicina”, afirma Gallo.
O presidente do CFM ressalta ainda que o aumento do número de médicos deve implicar também em melhores condições de trabalho e de estímulo para que a assistência ocorra da forma adequada. “A equação do atendimento, em especial na rede pública, não é uma questão apenas matemática, mas de planejamento e boa gestão”, acrescenta ele.

Expansão da categoria
De acordo com a CFM, desde o início da década de 1990, no Brasil, a quantidade de médicos mais que quadruplicou, passando de 131.278 profissionais para o número atual, registrado em janeiro de 2024. Este crescimento, impulsionado por fatores como a expansão do ensino médico e a crescente demanda por serviços de saúde, representa aumento absoluto de 444.652 médicos no período, ou seja, 339%, em termos percentuais.
Por outro lado, a população brasileira cresceu 42% no mesmo período, passando de 144 milhões para 205 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Logo, o número de médicos cresceu oito vezes mais do que o da população em geral.
Calcula-se que o crescimento da população médica, entre 1990 e 2024, foi, em média, de 5% ao ano. Esse índice é cinco vez maior do que o praticado pela população brasileira (média anual de 1%). A maior progressão percentual no volume de médicos aconteceu entre 2022 e 2023, quando o contingente saltou de 538.095 para 572.960, representando aumento de 6,5%.

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