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Trem e Metrô: veja como será a ligação entre as linhas 9 e 22-Marrom

A parada Hebraíca-Rebouças será projetada para ser um ponto estratégico de integração, com conexão a Linha 9-Esmeralda; saiba mais detalhes
A conexão direta com a Linha 9-Esmeralda e com o corredor de ônibus da Avenida Eusébio Matoso.(Divulgação/ViaMobilidade)

A Linha 9-Esmeralda, rota que liga Osasco à zona sul da capital paulista, deve ganhar uma conexão com a Linha 22-Marrom do Metrô, que conectará Cotia à região da Faria Lima na cidade de São Paulo. O projeto está na fase de contratação do seu projeto básico.

As informações foram divulgadas pelo portal “ViaTroleBus”, nesta segunda-feira (4). O edital do projeto estabelece que a futura estação Hebraica-Rebouças, do Metrô, será a quarta parada do trajeto e ficará nos arredores da estação homônima da linha 9-Esmeralda.

A parada será projetada para ser um ponto estratégico de integração, oferecendo conexão direta com a Linha 9-Esmeralda e com o corredor de ônibus da avenida Eusébio Matoso. O empreendimento será construído em um terreno de 5.069,00 m², atualmente o único grande lote disponível e vazio na área.

Conforme o projeto básico, o espaço ficará entre as ruas Ofélia e São Columbano, pela Avenida Eusébio Matoso e pelos edifícios do Itaú e do Condomínio Nações Unidas.

Para viabilizar a obra, o Metrô deverá desafetar a Rua Raimundo Gomes Carneiro, uma via interna sem saída que não consta no cadastro do GeoSampa. O acesso secundário (Acesso B) ocupará um lote de 3.200 m² no lado oposto da avenida.

O projeto básico também avalia a inclusão de empreendimentos residenciais associados sobre os acessos, aproveitando o potencial construtivo da Operação Urbana Consorciada Faria Lima (OUCFL), atualizado em dezembro de 2024. ´

Os coeficientes de aproveitamento (CA) previstos chegam a 4,20 no Acesso A e 4,17 no Acesso B, com volumetria que prevê um embasamento contínuo para a estação e edificações verticais laminares sobre ele.

Como serão as conexões das Linhas 9 e 22

linha 9 linha 22

Nova estação ficará na avenida Eusébio Matoso (Divulgação/Metrô de SP)

A conectividade entre os diferentes pontos será garantida por três passarelas elevadas. A primeira liga o mezanino da estação existente da Linha 9-Esmeralda à nova estação. A segunda conecta o corpo principal da Linha 22 ao acesso secundário (Acesso B). Já a terceira permite o acesso direto da parada central do corredor de ônibus da Avenida Eusébio Matoso à estrutura da estação.

A nova estação deve receber 57.160 passageiros por dia. O hall de bloqueios ficará no nível superior das passarelas (cota 730,66 m), separando as áreas pública e paga.

A estrutura contará com bicicletário de 100 vagas, dez vagas de Kiss and Ride em baias laterais e um sistema duplo de circulação vertical com dez elevadores de alta capacidade, cada um com espaço para 33 pessoas, para vencer um desnível de 39,36 metros. Escadas rolantes e fixas complementam a infraestrutura em situações de anormalidade.

Métodos Construtivos e Adequações na Linha 9

A porção enterrada da estação será executada por dois poços centrais secantes de 35 metros de diâmetro, com plataformas escavadas pelo método NATM. A profundidade total, do nível de acesso até os trilhos, é de 39,22 metros.

Para garantir a qualidade da integração, o projeto prevê intervenções na estação da Linha 9-Esmeralda: instalação de um novo elevador, alargamento do mezanino para criar um novo canal de circulação e transferência das salas operacionais para o edifício da nova estação da Linha 22-Marrom

Sobre a Linha 22-Marrom

A Linha 22-Marrom é um dos projetos mais ambiciosos do Metrô, com previsão de 29 quilômetros de extensão e 19 estações. A futura linha ligará os municípios de São Paulo, Osasco e Cotia, levando o sistema metroviário para além dos limites da capital.

Entre os pontos de destaque do traçado está a inclusão de uma estação no campus da Universidade de São Paulo (USP), beneficiando diretamente estudantes, professores e funcionários da instituição.

Além disso, o projeto prevê conexão com importantes ramais existentes, como as linhas 2-Verde e 4-Amarela do Metrô, a Linha 9-Esmeralda da ViaMobilidade, e com o corredor de ônibus da EMTU em Cotia. A proposta contempla ainda um pátio para manutenção e operação, além de uma frota inicial estimada em 52 trens.

Linha 22 será entregue em 2036 (Divulgação/Metrô de SP)

Com demanda diária projetada de 649 mil passageiros, a Linha 22-Marrom promete representar um salto significativo na mobilidade da região metropolitana, contribuindo para a redução do trânsito nas rodovias e ampliando as alternativas de transporte público para a população.

A frota da linha 22 prevista contará com 48 trens, cada um com cinco carros, menores e mais compactos do que os modelos utilizados nas linhas mais antigas do Metrô.

O sistema de alimentação elétrica deverá ser por terceiro trilho, mesmo padrão adotado nas Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Já o interior dos trens seguirá o modelo de assentos longitudinais, configuração bastante comum em redes metroviárias da Ásia.

As estações da linha 22 terão porte mais enxuto, com plataformas de 110 metros, abaixo dos 132 metros previstos em projetos mais recentes. A maior parte do traçado deverá ser executada com o uso de tuneladoras.

De acordo com o Metrô, o trecho entre as futuras estações Parque Alexandria e Sumaré será escavado com tatuzões, enquanto o segmento restante, até Cotia, deverá ser construído pelo método NATM.

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