O Governo do Estado de São Paulo divulgou, nesta quarta-feira (1º), Sistema Cantareira está na faixa de alerta em função da queda do volume útil de água. O principal manancial que abastece as cidades presentes na Região Oeste da Grande São Paulo encerrou junho com 39,87% do volume útil.
Com isso, a Sabesp fica autorizada a captar somente 27 metros cúbicos de água por segundo das represas que compõem o sistema Cantareira.
A queda nos mananciais já era esperada entre junho e outubro, período de estiagem na região sudeste, e a medida faz parte das regras adotadas pela e Águas e Agência Nacional de Águas (ANA) para preservar o volume dos reservatórios até novembro, quando as chuvas começam a retornar.
“Diante da época de seca, a medida não basta para conter a queda no nível das represas, por isso é necessário que a população adote medidas para evitar o desperdício de água. O grande vilão do consumo é o banho, que pode gastar até 150 litros de água em apenas 15 minutos. Em uma família de três pessoas, significa um gasto de 13,5 mil litros mensais”, explica o governo estadual.
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Apesar da redução na vazão autorizada, a Sabesp poderá complementar o abastecimento utilizando a água transposta da represa da Usina Hidrelétrica Jaguari, na bacia do Rio Paraíba do Sul, respeitando os limites permitidos pelo estado. A medida foi autorizada pelos órgãos gestores para reforçar a segurança hídrica durante o período seco.
Em nota, encaminhada ao G1, a ANA e a SP Águas afirmaram que a gestão compartilhada do Sistema Cantareira acompanha diariamente os níveis dos reservatórios, as vazões e o volume armazenado para definir as condições de operação.
As agências também reforçaram a importância da adoção de medidas para reduzir perdas e estimular o consumo consciente de água, tanto pelas companhias de abastecimento quanto pelos demais usuários, com o objetivo de preservar os reservatórios durante a estiagem.
Confira dicas para economizar água
- Banhos rápidos, de 5 minutos, podem economizar até 9 mil litros por mês.
- A descarga também consome bastante água. Cheque sempre se não há vazamentos e evitem jogar papel higiênico para não causar entupimento e aumentar o desperdício.
- Na cozinha, mantenha a torneira fechada enquanto ensaboa a louça e abra apenas para fazer o enxágue. Caso tenha máquina de lavar louça, ligue-a apenas quando estiver cheia.
- Junte o máximo de roupa suja antes de ligar a máquina de lavar roupas. Não se esqueça de que a água descartada no final da lavagem pode ser usada em outras atividades, como lavar calçadas ou varandas.
- Opte sempre por vassoura no lugar das mangueiras para limpar a calçada, o quintal e outras áreas da casa. Se precisar lavar o carro, use o balde, ao invés da mangueira.
Regras após a crise hídrica no Cantareira



Sistema Cantareira abastece diversas cidades da Região Oeste como Osasco, Barueri e Carapicuíba (Divulgação/Sabesp)
A operação por faixas foi criada após a crise hídrica de 2014 e 2015 e está prevista na Resolução Conjunta nº 925, de 2017. O modelo estabelece limites de retirada de água conforme o volume armazenado no Cantareira, buscando garantir maior previsibilidade e segurança para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo e das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).
O Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da Grande São Paulo e também atende municípios das bacias PCJ. O complexo é formado pelos reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, que juntos possuem volume útil de 981,56 bilhões de litros.
Desde 2018, o sistema conta ainda com uma interligação entre a represa da UHE Jaguari, no Rio Paraíba do Sul, e a represa Atibainha, mecanismo utilizado para ampliar a segurança hídrica da região.
*Com informações do G1.
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