No último dia 21 de setembro, o Grupo Madero inaugurou no município de Bauru, interior de SP, sua casa de número 250 no País: o Jeronimo Track. Fundado em 2005 pelo empresário e chef de cozinha Junior Durski, as marcas do Grupo Madero incluem Madero Steak House, a mais conhecida, além do restaurante Durski (Curitiba, PR) e Jeronimo Burger. Atualmente, a companhia emprega cerca de sete mil funcionários.
Na região, o Grupo Madero já é bem atuante, com oito unidades em operação nas cidades em três cidades que fazem parte do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste (Cioeste) . Em Barueri, são três restaurantes Madero e três Jeronimo: Madero Container Alphaville, Madero Steak House Alphaville, Madero Steak House (Shopping Tamboré), Jeronimo Araguaia, Jeronimo Tamboré (Shopping Tamboré) e Jeronimo Park (Shopping Barueri). Em Osasco, há unidade do Madero Steak House, no Shopping União e Madero Container, no Pátio Osasco Open Mall . E em Araçariguama, o Madero Burger Ecoparada, localizado às margens da Castello Branco. A unidade foi um dos últimos investimentos do grupo entre as cidades que integram o consórcio Cioeste. Lá, a companhia investiu 40 milhões de reais e gerou, aproximadamente, 300 empregos.
Dívida ameaça rede
A abertura de novas casas é uma das maneiras do Grupo Madero tentar abater as dívidas, acumuladas principalmente na pandemia do novo coronavírus. Outra estratégia da empresa foi o pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com a meta de utilizar metade dos recursos captados para diminuir o seu endividamento, que cresceu 40% em 2021. Abrir o capital de uma companhia significa tornar o seu quadro acionário acessível ao público.
O balanço do primeiro trimestre deste ano divulgado pela companhia colocava em dúvida o futuro dos restaurantes. No relatório, a empresa admitiu “dúvidas substanciais sobre a capacidade da companhia de continuar em funcionamento dentro de um ano”. As dívidas do grupo somam 2,4 bilhões de reais e 31% desse débito é devido a bancos, fornecedores e governos, vence dentro de 12 meses.
Para salvar o negócio, o Grupo Madero busca entrar na Bolsa de Valores e contratou quatro bancos para a operação: Bank of America, BTG Pactual, Itaú e UBS. A emissão de ações pode ser a única forma de impedir a falência da rede e garantir o funcionamento dos mais de 200 restaurantes no Brasil. Apesar do crescimento da dívida, o Grupo afirma que entrou em acordo com os credores. Os recursos captados no IPO podem superar R$ 2 bilhões, sendo que parte desse valor seria utilizado para investir na expansão de restaurantes e saldar contratos financeiros.









