Com a queda das temperaturas, cresce o número de pessoas com sintomas respiratórios e uma dúvida comum volta a surgir: afinal, é gripe ou resfriado? Apesar de frequentemente tratados como sinônimos, os dois quadros têm características distintas e níveis diferentes de gravidade.
De acordo com o infectologista Marcos Boulos, do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), ambas são infecções virais, mas se manifestam de formas diferentes no organismo.
O resfriado, segundo o especialista, costuma ser mais leve e localizado nas vias respiratórias. Os sintomas incluem coriza, irritação nasal e tosse leve, geralmente sem febre ou com febre baixa. A recuperação costuma ocorrer em poucos dias.
Já a gripe apresenta um quadro mais intenso. Febre alta, dores musculares, cansaço e maior comprometimento do estado geral estão entre os principais sinais. Nesses casos, o tempo de recuperação pode variar entre quatro e sete dias.
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A transmissão ocorre de forma semelhante nas duas doenças, por meio de gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. Em períodos mais frios, o risco aumenta devido à permanência em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que favorece a circulação dos vírus.
O repouso é uma das principais recomendações, especialmente em casos de gripe. Além de contribuir para a recuperação, a medida ajuda a reduzir a disseminação do vírus. O isolamento é indicado enquanto houver febre ou sintomas mais intensos.
O atendimento médico deve ser considerado quando os sintomas persistirem ou apresentarem maior gravidade. Nos quadros leves de resfriado, a orientação geral é o tratamento sintomático, com medicamentos para aliviar os desconfortos.
Apesar de comuns, as infecções respiratórias exigem atenção, principalmente em períodos de maior circulação viral. A recomendação é observar os sinais do corpo e adotar medidas para evitar a transmissão.
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