A eleição de 2016 ainda não representa um aumento significativo na participação das mulheres na política da região oeste. Com apenas 8,7% das atuais cadeiras nas Câmaras Municipais, o baixo número de eleitas pode se repetir, tendo em vista a quantidade de candidatas. Concorrerão neste ano um total de 983 políticas que disputam o cargo de vereadora ou de prefeita nas cidades do Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região), ante 2.122 homens. Ou seja, 31,65%, praticamente o mesmo percentual na disputa passada – 31,16%. Houve um aumento de 168 candidatas no pleito, bem abaixo do acréscimo de 490 homens. Em Barueri, onde Maria Evangelista (DEM) foi a única mulher eleita em 2012, são 172 na disputa, 32% dos 536 postulantes. Entre elas está Paula Nasser (PSC), psicóloga que atua no combate à violência doméstica. Cidades que não elegeram nenhuma mulher em 2012, Cotia e Santana de Parnaíba possuem 30% e 31%, respectivamente, de candidatas na disputa. A cidade cotiana, inclusive, conta com uma das poucas candidatas a prefeita – Vanessa Gravino (PSOL). Em Parnaíba são 91 mulheres, caso de Maria Helena (DEM), que concorre à vice-prefeitura na chapa de Silvinho Peccioli (DEM). Osasco e Itapevi tiveram o maior número de eleitas, com três vereadoras. Neste ano, 167 (32,6%) mulheres disputam o pleito osasquense e 152 estão na eleição de Itapevi. Pirapora do Bom Jesus tem 34,5% dos 191 que concorrem na cidade.
PROBLEMA SOCIOCULTURAL
“As mulheres não estão sub-representadas só na política, estão no mercado, em condição de inferioridade no ambiente familiar, são vítimas de agressões porque é uma sociedade patriarcal, que coloca a mulher numa situação subordinada ao homem”, afirma o professor de sociologia do Mackenzie, Rogério Baptistini. “Temos de alterar essa dinâmica sociocultural”. PT






