Um funcionário da Prefeitura de Taboão da Serra foi preso em flagrante na tarde de terça-feira (18) após ser abordado dirigindo uma caminhonete com placa de identificação alusiva ao Poder Legislativo, fora dos padrões legais. A ocorrência foi registrada na rodovia SP-342, na altura de Águas da Prata, no interior paulista. A informação foi publicada no Portal G1.com
Segundo a Polícia Militar, o veículo, uma MMC/Triton Sport GLS AT, ostentava placa preta com a inscrição “001 – Poder Legislativo – Presidente”. A irregularidade chamou a atenção da equipe, que deu ordem de parada. O motorista não obedeceu de imediato, e os policiais iniciaram acompanhamento até o km 242 da rodovia, onde ele estacionou e foi abordado.
De acordo com o boletim de ocorrência, a caminhonete é de categoria particular e está registrada em nome de uma empresa. A placa original teria sido retirada e estava guardada dentro do veículo.
O condutor foi identificado como Marco Roberto da Silva, conhecido como “Pastor”. Em consulta ao Portal da Transparência do município, ele consta como chefe de gabinete do prefeito Daniel Plana Bogalho (União Brasil), com salário de R$ 15.500. Aos policiais, ele teria informado que providenciou a instalação da placa alusiva ao Legislativo e que utilizava a identificação para “desfrutar de livre circulação”. Também declarou exercer o cargo de secretário municipal em Taboão da Serra.

Ainda conforme a PM, consulta aos sistemas de placas especiais dos estados de São Paulo e Minas Gerais indicou que a identificação não era oficial nem possuía cadastro nos órgãos de trânsito. A corporação destacou que veículos oficiais precisam de registro e autorização específicos para utilizar placas do Legislativo ou do Executivo.
O delegado responsável pelo registro da ocorrência em Águas da Prata entendeu que houve adulteração de sinal identificador de veículo automotor, crime previsto no artigo 311 do Código Penal, e determinou a prisão em flagrante. Conforme consta no boletim, a substituição da placa original por identificação não autorizada compromete a fiscalização e atinge a fé pública.
O servidor foi encaminhado à Cadeia Pública de São João da Boa Vista. A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para apurar o caso. A defesa do investigado não foi localizada pela reportagem.
*Com informações do Portal G1.com
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