A Azul Linhas Aéreas, sediada no bairro de Alphaville, em Barueri, anunciou a assinatura de acordos de investimento com as companhias norte-americanas American Airlines e United Airlines. Cada uma das empresas se comprometeu a aportar US$ 100 milhões, totalizando US$ 200 milhões em investimentos. As informações são da Agência Brasil.
Segundo a companhia, os recursos vão reforçar a capitalização da Azul durante a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. O modelo permite que a empresa, sob supervisão da Justiça norte-americana, conduza sua reestruturação financeira sem interromper as operações.
Em comunicado, a companhia aérea informou que os investimentos estão previstos nos aditamentos aos acordos de investimento (EIAs) e fazem parte do plano de reorganização aprovado pela United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York, com o objetivo de fortalecer a companhia no pós-recuperação.
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Azul
O aporte financeiro feito pela United Airlines será realizado no contexto da oferta pública de ações, que foi divulgada ao mercado em 3 de fevereiro de 2026, com liquidação prevista para 20 de fevereiro deste ano.
Em relação ao investimento feito pela American Airlines, a expectativa é que seja realizado mediante a emissão de bônus de subscrição, “nos termos e condições previstos em um contrato de subscrição de warrants”. Os warrants são títulos de garantia que permitem ao detentor comprar ou vender um ativo.
A Azul diz ter celebrado um Acordo de Investimento Adicional com “determinados credores existentes”, assegurando mais US$ 100 milhões dentro da mesma oferta pública.
Reestruturação da companhia aérea
Como informado em reportagem do Jornal Giro, em maio de 2025, a companhia entrou com pedido de Chapter 11 (recuperação judicial) nos Estados Unidos. O foi aprovado em dezembro por um tribunal dos Estados Unidos.
O Chapter 11 – processo de reorganização financeira supervisionado pela Corte nos EUA – permite a reestruturação do passivo da empresa. Porém, mantendo a operação em curso.
Na época, a Azul disse que a meta era cortar 2 bilhões de dólares em dívidas, otimizar arrendamentos e a frota, buscando uma estrutura mais sustentável. “Este plano de negócios reflete a paixão dos nossos tripulantes e nosso desejo de reconstruir a Azul como uma companhia aérea muito mais forte. Durante este processo, conseguimos chegar a acordos com nossos principais stakeholders, reduzindo significativamente nossa dívida e alavancagem, aumentando nossa geração de fluxo de caixa livre e, ao mesmo tempo, estabelecendo relacionamentos estratégicos de longo prazo. O plano que apresentamos hoje mostra esses resultados positivos e estamos extremamente entusiasmados para preparar a Azul para o futuro”, disse John Rodgerson, CEO da Azul, no ano passado.
Com informações de Agência Brasil.
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