Em comunicado na sexta-feira (20), a Azul Linhas Aéreas, com sede em Alphaville, Barueri, comunicou que concluiu seu processo voluntário de reestruturação financeira, com a consequente saída do Chapter 11, após o pagamento integral do financiamento DIP (debtor-in-possession) e a liquidação da oferta pública de ações da Companhia divulgada ao mercado em 3 de fevereiro de 2026 (“Oferta de Saída”).
O Jornal Giro vinha acompanhando e noticiando sobre o Chapter 11, processo de reorganização financeira supervisionado pela Corte nos EUA – permite a reestruturação do passivo da empresa. Porém, mantendo a operação em curso.
“Na presente data, todas as condições precedentes para a eficácia (effective date) prevista no plano de
reorganização da Azul (previamente homologado em 19 de dezembro de 2025) foram cumpridas ou
renunciadas nos termos nele previstos, e o Plano tornou-se eficaz e foi substancialmente consumado,
culminando na saída (emergence) da Companhia do Chapter 11″, diz o comunicado da companhia aérea.
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Com a reestruturação, o novo capital social da Azul passa a ser de R$ 21.756.852.177,39, dividido em 54.730.851.778.811 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.
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Recuperação judicial Azul: mais informações
Ao longo do processo, a Azul realizou uma transformação de seu balanço e sai do Chapter 11 tendo alcançado seus principais objetivos, segundo a empresa, incluindo o fortalecimento de sua estrutura de capital, o aumento de sua liquidez e a redução substancial de seu endividamento, permitindo maior sustentabilidade e um
crescimento de longo prazo para suas operações.
A reestruturação foi implementada por meio de acordos com seus principais credores, incluindo os detentores
de títulos de dívida da Companhia emitidos no mercado, seu maior arrendador de aeronaves, a AerCap, bem
como com dois investidores estratégicos, a United Airlines, Inc. e a American Airlines, Inc, como informado pelo Giro. A Azul fecha acordo de US$ 200 milhões com aéreas americanas.
Resultados de reestruturação
Confira os principais resultados da reestruturação da companhia aérea (segundo comunicado):
- Redução da dívida de empréstimos e financiamentos em aproximadamente US$1,1 bilhão;
- Redução de dívida de arrendamentos de aeronaves em quase 40%;
- Redução estimada dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis
anteriores ao Chapter 11; - Redução estimada de aproximadamente um terço dos custos recorrentes com arrendamento de
aeronaves; - Alavancagem líquida proforma estimada após a implementação do plano de reorganização na saída
abaixo de 2,5x; e - Captação de aproximadamente US$1,375 bilhão através da emissão de Notas Seniors e US$950
milhões por meio de compromissos em equity.

Reestruturação da companhia aérea: entenda
Como informado em reportagem do Jornal Giro, em maio de 2025, a companhia entrou com pedido de Chapter 11 (recuperação judicial) nos Estados Unidos. O foi aprovado em dezembro por um tribunal dos Estados Unidos.
Na época, a Azul disse que a meta era cortar 2 bilhões de dólares em dívidas, otimizar arrendamentos e a frota, buscando uma estrutura mais sustentável. “Este plano de negócios reflete a paixão dos nossos tripulantes e nosso desejo de reconstruir a Azul como uma companhia aérea muito mais forte. Durante este processo, conseguimos chegar a acordos com nossos principais stakeholders, reduzindo significativamente nossa dívida e alavancagem, aumentando nossa geração de fluxo de caixa livre e, ao mesmo tempo, estabelecendo relacionamentos estratégicos de longo prazo. O plano que apresentamos hoje mostra esses resultados positivos e estamos extremamente entusiasmados para preparar a Azul para o futuro”, disse John Rodgerson, CEO da Azul, no ano passado.
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