Assinaturas crescem em número e tipos de produtos

De 300 em 2014, clubes expandiram para 800 no ano passado, diversificando as opções
Cliente precisa confiar no sistema no qual fornece dado – Foto: Freepik

Há até alguns anos, a assinatura costumava ser de revistas e jornais. Depois expandiu para vinhos. E hoje há uma diversidade de produtos. Estudo da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico apontou crescimento de mais de 150% no número de clubes de assinatura em 4 anos. De 300, em 2014, evoluíram para mais de 800, em 2018, com faturamento de R$ 1 bilhão.

Hoje clubes de compra têm de cerveja, café, e alimentos orgânicos a narguilé, meia, cueca e produtos geek de surpresa. E o cliente recebe o produto de recorrência, em sua casa.

“São ótimas oportunidades para quem vende e compra. Preços tendem a ser competitivos. Alguns clubes oferecem produtos por menos do que no supermercado, justamente pela negociação com o fornecedor em quantidades maiores”, diz Maurici Junior, membro do Conselho Administrativo da ABComm.

Ele destaca que entre as vantagens do cliente está a de experimentar novos sabores (de cervejas ou vinhos, por exemplo) ou de adquirir produtos “chatos” de comprar, como ração. “O maior benefício é o conforto e a comodidade”, pontua Júnior.

O perfil é de quem tem segurança no mundo digital, deixando seus dados e de seu cartão. “Como é compra recorrente não há comprometimento com limite do cartão. São pessoas mais abertas à tecnologia e que querem praticidade e experiências diferentes.”

O benefício para quem vende é ter o cliente garantido por meses. “É a chamada receita previsível e isso possibilita um planejamento de fluxo de caixa”, conclui Júnior.