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Arrecadação do Governo Federal segue em queda

Valores recebidos por Governo Federal mostram cenário delicado na economia​
Claudemir Malaquias } Chefe da Receita diz que melhora na economia ainda não é intensa

No pior mês de setembro desde 2009 para o Governo Federal, foram arrecadados 94,7 bilhões em impostos e contribuições. O resultado representa queda real de 8,27% em​ relação ao mesmo mês de 2015, já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial utilizado pelo governo.

Os números foram divulgados na quinta-feira (27), em Brasília, pela Receita Federal. No acumulado do ano, o governo arrecadou R$ 911,951 bilhões de janeiro a setembro, quantia maior do que a do ano passado neste período (R$ 901 bilhões), mas que representa uma queda real de 7,54 % após descontados os efeitos da inflação.

​A situação, segundo a receita, está relacionada a recessão forte vivida na economia brasileira. Entre os fatores estão a alta no desemprego, que chegou a 11,8% e 12 milhões, e a inadimplência, pagamentos que não têm sido honrados. Além disso, houve queda em áreas como a venda de produtos e serviços.

Apesar do cenário, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirma que tem sido sentida uma ‘melhora’ da atividade econômica, mas que será necessário um impacto mais intenso. “Por enquanto os sinais são positivos, mas são insuficientes para revertermos o resultado negativo de toda economia”, disse.