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Voa Brasil: programa atinge apenas 1,37% da meta de viagens

Por meio do Voa Brasil, aposentados podem adquirir passagens por R$ 200 o trecho. Confira mais detalhes
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Ministério de Portos e Aeroportos estuda ampliar o programa a estudantes do Prouni (Divulgação/Pexels)

Por meio do Voa Brasil, aposentados podem adquirir passagens por R$ 200 o trecho. Confira mais detalhes

Faltando apenas dois meses para completar um ano, o programa Voa Brasil, que permite a compra de passagens por R$ 200 o trecho, não decolou como previa o governo federal. Da esperada emissão de 3 milhões de bilhetes, foram vendidos somente 41.165, de julho a maio, de acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos. O volume comercializado corresponde a 1,37% dos 3 milhões de assentos em 12 meses. As informações são do portal InfoMoney.

O programa foi criado para facilitar o acesso de pessoas da baixa renda ao transporte aéreo. A medida beneficia aposentados do INSS que não tenham viajado de avião nos últimos 12 meses. Porém, os interessados têm reclamado que não podem viajar quando desejam, ficando a mercê dos horários disponíveis pelas companhias aéreas.

Outro fato limitante ao programa do governo é a renda dos aposentados do INSS. Quase 70% deles têm renda equivalente a um salário mínimo, de R$ 1.518). O preço do bilhete de até R$ 200 é por trecho, não incluindo tarifa de embarque, além, é claro, de outros custos da viagem, não cabendo no orçamento.

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Os interessados têm reclamado que não podem viajar quando desejam (Divulgação/Freepik)

Voa Brasil

Os números mostram que a venda de bilhetes despencou nos últimos meses de 2025, caindo de 5.308 em janeiro para 2.604 em maio. O volume representa queda de 17% em relação aos números de abril. Em maio, a Gol vendeu apenas dez passagens pelo Voa Brasil devido a problema técnico no sistema da empresa. Já a Azul comercializou 743 bilhetes, e a Latam, 1.851. No ranking, a Latam lidera as reservas com 42,6%, seguida pela Gol (42%), com 42% e pela Azul (15%).

O balanço do Voa Brasil revela ainda que sem a participação de recursos públicos, o programa depende da oferta de passagens pelas companhias, principalmente na baixa temporada. Desta forma, as empresas costumam oferecer apenas assentos ociosos para melhorar a rentabilidade dos voos, em determinadas rotas.

Além disso, desde a criação da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), em 2006, as companhias definem destinos e preços de passagens por conta própria, para estimular o mercado e a livre concorrência.

Inclusão do Prouni

O Ministério de Portos e Aeroportos aguarda a consolidação dos dados do Ministério da Educação para estender o programa aos alunos do Programa Universidade para Todos (Prouni). Essa foi uma promessa no lançamento do Voa Brasil.

Com informações do portal InfoMoney.

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