URGENTE: Grande São Paulo volta para a fase amarela

Com a medida, estabelecimentos de todos os setores ampliam o horário de funcionamento em duas horas; as novas regras começam a valer a partir deste sábado (6)
O governador de São Paulo, João Doria, e o secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, acusam o governo federal de desabilitar 3258 leitos de UTI para o tratamento de covid-19 em plena pandemia (Foto: Divulgação / Reprodução Governo do estado de São Paulo)

O governador deo estado de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na tarde desta sexta-feira (5), em coletiva, que a Grande São Paulo retrocede novamente para a fase amarela do Plano São Paulo. Nesta fase, podem funcionar shoppings, bares, comércio de rua, academias, restaurantes, concessionárias, escritórios, eventos culturais e salões de beleza, mas com limite de 40% de sua capacidade e com horário de funcionamento restrito, mesmo ganhando mais duas horas a mais que a fase anterior (laranja) do Plano SP de combate à pandemia. A venda de bebidas pode ocorrer até 20h e o consumo em bares e restaurantes pode ser realizado apenas para clientes sentados. As novas regras começam a valer a partir deste sábado (6).

Esta reclassificação foi feita de acordo com  critérios do Centro de Contingência do estado de São Paulo. Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, a taxa de ocupação de leitos na Grande São Paulo hoje é de 67,2%, por essa razão, a Grande São Paulo retorna à fase amarela, menos restritiva. Mesmo com a nova classificação, as medidas protetivas, como uso de máscaras, álcool gel e distanciamento social devem continuar, pois a pandemia não acabou.

Na coletiva, o secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, informou que mesmo ainda em plena pandemia, o Ministério da Saúde do governo federal, acabou de desabilitar 3.258 leitos de UTI para o tratamento de covid-19. Isso significa dizer que os recursos financeiros para os leitos foram cortados. Além disso, o governo federal ainda não enviou as 3,4 milhões de unidades de agulhas e seringas requeridas para São Paulo, que fazem parte das 15 milhões pedidas para os demais estados da federação. Doria ressaltou que a gravidade dessas ações podem se tornar judicializadas se o governo do estado de São Paulo não obtiver resposta do Ministério da Saúde.