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​Turismo regional: desafios e ações para impulsionar o setor considerado um dos motores da economia

A região metropolitana oeste do estado de São Paulo oferece turismo de negócios, compras, lazer e religioso
O bairro de Alphaville, em Barueri, reúne hotéis importantes (Uelson Henkell/Giro S/A)

“Turismo é hospedagem, alimentação, transporte, cultura, lazer, entretenimento, mobilidade, congresso, feira. O setor fomenta outras 52 atividades econômicas dentro dos 26 tipos de turismo”, explica Edson Luiz Pinto, presidente do SinHoRes Osasco – Alphaville e Região (Sindicato Empresarial de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) à reportagem do Giro S/A. Segundo Pinto, o segmento emprega mais que a indústria e o segmento de serviços. “O turismo é geração de renda”, complementa o presidente do sindicato.

Para destacar números, a entidade sindical empresarial representa, atualmente, cerca de 15 mil hotéis, restaurantes, buffets, bares e similares. Esses estabelecimentos geram, aproximadamente, 30.000 empregos diretos nos municípios de Osasco, Barueri, Santana de Parnaíba, Cajamar, Carapicuíba, Itapevi, Jandira e Pirapora do Bom Jesus. “Os números são expressivos. Ultrapassamos as cidades de Curitiba e do Rio de Janeiro. E os desafios da nossa região são grandes”, alerta Pinto.

Desafios e ações
A criação de produtos turísticos e sua promoção, além da conscientização da gestão pública, com parcerias com a iniciativa privada, são alguns dos desafios. “Por exemplo, o visitante vem para um congresso em Barueri, aproveita e passa no Calçadão da rua Antônio Agu, em Osasco, para fazer compras e assiste um jogo de futebol na Arena Barueri. E fica mais alguns dia e visita o Templo Zulai, em Cotia. Toda essa programação aliada a um roteiro gastronômico e tarifas diferenciadas”, destaca Pinto.

O presidente do SinHoRes Osasco – Alphaville e Região afirma que a pasta de turismo nos governos geralmente são renegadas a segundo plano. “Esse pensamento é um equívoco. Cada centavo investido no turismo volta quatro vezes aos cofres públicos, além de ser um forte gerador de emprego”, diz. Mas para consolidar o setor, é preciso construir o destino turístico, transformá-lo em produto e vendê-lo. “As gestões públicas precisam deixar o setor na mão da iniciativa privada, por meio de parcerias, e cuidando da concessão de equipamentos e da promoção do destino”, completa. 

Para Edson, as prefeituras precisam promover seus eventos pensando tanto no munícipe como no visitante, que contribui com a geração de riqueza. “Um evento com dupla sertaneja no parque municipal da cidade é apenas uma ação cultural. A atração se torna um produto turístico quando se divulga com antecedência, se monta um pacote com hospedagem, entre outras ações”, diz.

“Ao escolherem um município para se instalar, os grandes players, empresas, observam se há um parque hoteleiro adequado, com capacidade para acomodar seus diretores e fornecedores, se possui bons restaurantes”, enfatiza Pinto. Por isso, mexer na planta genérica de valores possa ser uma ação adequada, sugere o presidente. 

Aldeia de Carapicuíba, tombada pelo Patrimônio Histórico. A cidade busca ser reconhecida como Município de Interesse Turístico. O plano diretor de turismo, com 1.500 páginas, passa por avaliação técnica na Secretaria estadual de Turismo (Divulgação/Prefeitura de Carapicuíba)

Palestras, feiras e aplicativo
Na quinta-feira (28), em Carapicuíba, aconteceu a palestra “O Turismo Regional para o Desenvolvimento Econômico e Cultural”, na Universidade Estácio de Sá. O evento reuniu empresários do município e estudantes de Turismo. “Queremos mobilizar o empresariado sobre a importância do turismo regional e o que ele pode fazer pela cidade”, disse Evaldo Claudino de Almeida, secretário de Cultura e Turismo de Carapicuíba e coordenador do Grupo de Trabalho do Cioeste Turismo, organizador do encontro.

O evento será realizado nas 12 cidades do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo, composta por Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Francisco Morato e Caieiras não fazem parte do consórcio, mas entraram no circuito de palestras.

Em setembro está prevista uma feira voltada para o turismo regional em Osasco. “A 1º Expo Turismo reunirá 49 regiões turísticas do estado de São Paulo, que irão expor suas atrações no turismo de lazer explorando características típicas, culturais, gastronômicas, artísticas e religiosas”, explica Moreira. As instituições de ensino, entidades e associações dos setores de turismo e de negócios, empresas de tecnologia, pequenos empreendedores e patrocinadores que desejarem participar podem obter mais informações pelo telefone (11) 2424-8170.

Outra ação é a criação do aplicativo “Turismo Na Mão”, com todos os eventos que acontecem nos municípios. “Fizemos ainda uma parceria com o Senac para criar roteiros regionais, pacotes, para operadores comercializar”, finaliza o secretário.

NÚMEROS DO SETOR

– O setor de Turismo responde por 10% do PIB mundial, movimentando 9 trilhões de dólares.
– No Brasil, representa 8% do PIB. No estado de SP, 10%.
– 96% do nosso setor é formado por pequenos e micro empresários.