Transporte para alunos da Apae pode parar na Justiça

Pais lutam para conquistar transporte para alunos com deficiência e podem ingressar com ação no Ministério Público.

A falta de transporte escolar para alunos com deficiência da Apae de Cotia pode parar na Justiça. Segundo uma comissão formada por pais e responsáveis legais dos estudantes, desde fevereiro quando foi firmada a parceria com a instituição, para atender 85 alunos com mais de 18 anos, a administração promete solucionar o problema do transporte, mas nenhuma medida concreta foi adotada.

De acordo com César Moraes, irmão de uma estudante, a Prefeitura disponibilizou apenas o cartão Bom, no entanto, os alunos que possuem deficiência intelectual não têm condições de andar em transporte coletivo. “Eles estudam meio período e não têm condições de se locomoverem sozinhos, pois os pais precisam trabalhar”, explicou revelando que também existem alunos com mobilidade reduzida. “Existem cadeirantes e outros alunos com mobilidade reduzida que não conseguem pegar o transporte coletivo. Com isso, alguns alunos estão deixando de ir até a Apae. Se não sair o transporte todos os pais envolvidos vão ingressar com a ação”, revelou.

A Prefeitura de Cotia informou que fornece 500 litros de óleo diesel à Apae mensalmente para o auxílio no transporte. Ainda segundo a Prefeitura, a fim de assistir esses jovens e adultos, a secretária de Desenvolvimento Social iniciou um trâmite administrativo para avaliar os atendidos. “Após concluir essa avaliação e identificar a real necessidade de transporte adaptado, a Prefeitura de Cotia busca uma solução para o caso, de forma legal, uma vez que no momento inexiste legislação que permita tal atendimento”, informa por meio de nota.

Segundo a administração, o transporte é garantido apenas aos alunos que estudam nas escolas municipais.

Em contato com a Apae, a instituição informou que a responsabilidade do transporte aos alunos é da secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.