As taxas de rendimento escolar (aprovação, reprovação e abandono) do Censo Escolar 2018, dadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontaram melhoras. As cidades da região seguiram a tendência, em comparação a 2017. Entram no estudo redes municipal, estadual e privada.
Barueri mostrou melhoras nos três itens, nas taxas totais, que incluem todas redes de ensino, e nas municipais. “Práticas esportivas e incentivo à música e às artes influencia. No Jogos Escolares participam cerca de 6 mil alunos. A plataforma Google For Education motiva pesquisa e frequência na escola”, diz Celso Furlan, secretário de Educação.
Osasco registrou melhoras e taxas mais positivas em relação às escolas municipais do Estado de SP.
Cotia também melhorou. “Ampliamos formações pedagógicas e implantamos projetos, que inibem reprovação e evasão”, diz Adalberto Bastos Neto, diretor de Departamento Educacional. Em relação ao Estado, os índices foram inferiores em 2018.
Em Parnaíba, os índices de 2018 foram inferiores em aprovação e superiores em reprovação e abandono. “Tivemos ingresso significativo de alunos novos em 2018 (cerca de 1.000). O aumento no índice foi adequação dos alunos ao sistema”, diz Clecius dos Santos, secretário de Educação. Houve reforço escolar e acompanhamento pedagógico para professores. Em comparação com escolas do Estado, teve melhores índices. “Diminuímos evasão e retenção. Temos o maior aumento no Ideb“, afirma. A cidade investe em creches, acreditando que esse é o caminho para modificar os números.
Crescer no próximo ano é primordial
Para o professor Ítalo Francisco Curcio, coordenador de pedagogia da Universidade Mackenzie, a melhora no rendimento escolar pode ser fruto da atual gestão, já que os prefeitos estão em seu segundo ano de mandato. Para ele, índice acima de 90% de aprovação é bom: a cada 10 alunos, nove aprovados.
“Medidas educativas, como esportes, motivam o aluno a continuar na escola”, afirma. Curcio considera interessante as últimas medidas apresentadas pela Secretaria Estadual. “O Estado pode retornar ao topo em 2021. É preciso crescer para o próximo ano e comparar com índices nacionais e internacionais”, diz.






